Saúde

Substâncias protegem a saúde

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

De acordo com o professor de química Laurindo Cattache Júnior, além de realçar sabor e aumentar a durabilidade dos alimentos, os aditivos químicos também funcionam como protetores da saúde humana.

“O amendoim é o melhor exemplo disso. Se você deixá-lo em estado natural, ele forma, em pouco tempo, uma substância chamada afrotoxina. Essa substância é cerca de 500 vezes mais venenosa ao humano que a estraquinina. No processamento industrial, o amendoim recebe aditivos que neutralizam a formação da afrotoxina e permitem que a gente coma o alimento sem correr riscos”, comenta.

Nesse sentido, também é possível citar diversos cereais, bolachas e achocolatados que são enriquecidos com vitaminas e minerais graças à adição dos aditivos.

Essa incrementação nutricional dos alimentos teve início em 1924, quando os Estados Unidos determinaram a adição de iodo ao sal de cozinha. De lá para cá, vários outros aditivos foram pesquisados e aprovados. Recentemente, o próprio Ministério da Saúde obrigou fabricantes de farinha de trigo e milho de todo o País a adicionar ácido fólico e ferro ao alimento.

O ferro é para prevenir anemia nas crianças, já que 45% dos menores de 5 anos apresentam deficiência grave do mineral. Já o ácido fólico é recomendado para mulheres em idade fétil para prevenir malformações fetais. Estudos comprovam que a falta do mineral está associada a 70% dos casos de defeito na formação do tubo neural do bebê.

“Os aditivos são benéficos na maioria das vezes, o que falta é bom senso”, encerra Cattache Júnior.

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