Politicando

Irmão mão aberta


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O ano era 1998. Numa segunda-feira de sol muito quente de outubro, dias depois das eleições que elegeram Pedro Tobias para seu primeiro mandato de deputado estadual, seu irmão, Moussa Tobias, circulava pelo Calçadão da Batista com Raduan Trabulsi, seu inseparável amigo de boas conversas e análises políticas.

O bate-papo ia muito bem até que um bêbado se aproximou e, para variar, pediu dinheiro ao Moussa. Nada demais até aí se o bêbado não o tivesse chamado de Pedro Tobias.

- Eu não sou o Pedro. Sou o Moussa, irmão dele - retrucou o empresário. De nada adiantou. O pé-de-cana continuou insistindo:

- Você é o doutô Pedro, sim. Agora que foi eleito deputado tá dizendo que não é o Pedro -, rebateu o bêbado, já no clima de quem estava incomodando muito.

Moussa não pensou duas vezes para se ver livre do importuno, arrancou do bolso uma nota de R$ 10,00 e foi logo passando para o ébrio, que arregalou os olhos e embolsou o presentão de Natal antecipado. Ele agradeceu embasbacado, mas antes de sair para desfrutar a boa ação do empresário, comentou:

- O senhor deve ser mesmo o Moussa porque o máximo que o doutô Pedro me dava era uma nota de R$ 1,00.

A história, verídica, foi relatada por Marcelo Borges, assessor parlamentar licenciado do deputado estadual Pedro Tobias

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