A pavimentação e a repavimentação asfáltica das artérias da cidade, assim como a canalização das águas pluviais e o escoamento das fluviais em muitos cantos da cidade, bem como a coleta dos lixos domésticos deixados dias consecutivos nas calçadas, predispondo-se à sanha de gatos e cachorros, estão sendo a tônica das pregações da maioria dos candidatos a prefeito e vereador. Não há duvidar que outros setores têm também problemas, mas os citados vêm encontrando mais destaque nas falas eleitorais, com o que estamos de pleno acordo porque avenidas, ruas e praças se apresentam aí com deficiências realmente merecedoras de crítica e demais admoestações. Como lamenta um dos candidatos, a buraqueira está generalizada e precisa acabar tanto quanto possível. Citaríamos apenas algumas artérias, como Benjamim Constant e Constituição, que usamos diariamente para nos locomover à redação do JC e temos de fazê-lo ziguezagueando à vontade, levando-nos até a lembrar da velha musiquinha infantil que diz: “Se esta rua, esta rua, fosse minha! Eu mandava, eu mandava ladrilhar! Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante! Para ver, para ver meu bem passar!!!” O meu bem seríamos nós mesmos, livres, então, das grandes fendas asfálticas, abertas pelas poderosas enxurradas sem a devida canalização aqui e ali, não só na Benjamim, que não seria suficiente para o “beija-beija” de todos os transeuntes. Não nos detenhamos, porém, unicamente, nos buracos do asfalto, sentindo-nos obrigados a fazê-lo no que tange aos das águas que correm com insuficiências na canalização do DAE e com plena autonomia nas sargetas por ocasião das chuvas, caso das nossas queridas Nações Unidas, Rodrigues Alves e Duque de Caxias, invadindo moradias, jardins e também lojas do Calçadão, danificando roupas, tecidos, calçados e artigos para presentes e, ao mesmo tempo, afogando os pés da freguesia, além de atentar contra a vida de crianças. Têm razão, portanto, os que estão se valendo da mídia e de seus comícios não somente para propagar as suas candidaturas como colocar em evidência tais anomalias administrativas da cidade, que já tem idade bastante para delas se libertar e ganhar, de uma vez por todas, a fisionomia de moça bonita, com a qual possa ser namorada por seus moradores e seus mais exigentes visitantes. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, delegado da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, é o jornalista responsável do JC. “Não beberás nunca a mesma água do mesmo rio que corre sem cessar, pois somente a corrente do tempo não se trunca e a água que passou jamais há de voltar”.