Economia & Negócios

Artigo: Contratando uma consultoria


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É de vital importância que proprietários e gestores de PMEs atentem para o incontestável fato de que é impossível a qualquer profissional, atuar com desenvoltura, e, obter bons resultados em todas as áreas de gerenciamento de um negócio. E para preencher essa lacuna no espaço empresarial nacional, é que existem os consultores autônomos e empresas de consultoria, nos mais variados segmentos de atuação: marketing, vendas, produção, finanças, mercado de capitais, contabilidade, recursos humanos, direito, varejo, informática, franchising dentre outras, que operam a preços competitivos e com alto padrão de qualidade em serviços, atendendo às necessidades do pequeno e médio empresário. É fato comum no País encontrarem-se empresários que acham que porque possuem negócios de pequeno porte, não necessitam de um bom consultor. Nada mais errôneo! E, por assim pensarem, continuam cometendo uma série de erros administrativos, que na maioria das vezes poderiam ser evitados. Como? Com a utilização de “medicina preventiva empresarial”, que é justamente utilizada nas empresas para antever problemas (pró-ação) e evitá-los. Essa “medicina preventiva” ajuda a reorientar os objetivos, as políticas, as estratégias e a própria estrutura organizacional.

Porém, é no momento em que a empresa está sendo desafiada pela concorrência, e tentando se “manter” no mercado, que os serviços de um profissional externo são imprescindíveis, já que este é alguém não comprometido com os vícios da organização, e por esse motivo, tem uma visão privilegiada da empresa como um todo, e naturalmente, pode detectar os possíveis problemas desta.

As vantagens da contratação dos serviços de consultoria são muitas, porém, algumas devem ser ressaltadas:

1. Permite ao gestor/dono do negócio, economizar tempo, dinheiro e evitar erros, pois o processo de consultoria, por ser uma “alavanca” de gestão altamente especializada, tira do dia-a-dia deste, a incumbência de exercer funções ou utilizar conhecimentos, que geralmente não lhe são de pleno domínio.

2. A especialização do consultor, por este já ter executado trabalhos nos mais diversos segmentos empresariais, permite apresentar soluções aos problemas, num espaço de tempo mais reduzido.

3. O fato de o consultor ser um elemento externo à organização, permite que este tenha uma “visão” generalizada, e ao mesmo tempo particularizada de todos os departamentos, possibilitando proposições de soluções, tanto em nível global da empresa (como por exemplo, o planejamento estratégico), bem como a intervenção apenas departamental (exemplo, a elaboração ou revisão de uma planilha de custos).

4. Como profissional externo aos quadros da organização, e portanto, descomprometido com as rotinas e com as políticas internas do negócio, usa da imparcialidade para dizer as “verdades necessárias”, apontar erros e acertos, independentemente de se preocupar se vai agradar ou desagradar alguém.

5. A agilidade na tomada de decisão, faz com que as proposições de cunho estratégico sejam destacadas e implementadas com a velocidade adequada às necessidades presentes da empresa.

Precauções a serem tomadas no processo de contratação e pós-contratação de uma consultoria:

1. Não relegar o processo de contratação de uma consultoria para o momento em que nada mais é possível fazer pelo negócio (ocorrência corriqueira).

2. Procurar informar-se no mercado sobre o passado profissional e ético dos consultores, bem como, acerca da experiência destes na área a ser contratada.

3. Indagar os consultores acerca da real possibilidade destes para a realização de visitas na periodicidade adequada às necessidades da empresa.

4. A empresa contratada, deve ter capacidade de atender a um programa de educação e treinamento condizentes com o projeto de implementação das novas tecnologias, bem como, fornecer cronogramas e processos de avaliação do projeto, que permitam aferir com clareza o andamento do mesmo.

5. Observar se o estilo de trabalho da consultoria é adequado ao da empresa contratante.

6. Em hipótese alguma transferir para a consultoria a operação do negócio. Consultoria não é uma “muleta externa”, e o consultor deve deixar isso bem claro ao cliente, antes de ser contratado. Sua função primordial é transformar-se num pólo gerador de alternativas estratégicas e tácticas, e não um condutor do negócio. O consultor deve ser visto como “co-piloto” e não “comandante” do negócio.

7. Atenção máxima quando forem apresentadas propostas mirabolantes ou aparentemente milagrosas. Não existe mágica! Os resultados da boa consultoria só aparecem a médio/longo prazo.

8.Não visualizar o processo de consultoria ou o consultor como terapeuta pessoal. O consultor é pago para cuidar apenas da trajetória do negócio.

9. Cuidado com os “pacotes” de consultoria. As soluções usadas numa empresa, geralmente não se adaptam a outra, mesmo se tratando do mesmo ramo de atividade. A consultoria é um “terno sob medida”. Portanto, cada caso é um caso.

10. Averiguar se o consultor ou a empresa estão passando realmente todas as informações necessárias ou estão “escondendo o jogo”, para que a dependência dos serviços para a sobrevivência da empresa seja eterna. A postura do bom consultor deve ser a de trabalhar com e não para o cliente, evitando as chamadas “caixas pretas”.

11. A ética do consultor é elemento de grande peso na hora da decisão da contratação de uma consultoria. Averiguar se o mesmo não está fazendo trabalhos para um concorrente, por exemplo.

Fernando José Martha de Pinho, economista, mestre em administração de empresas, consultor financeiro e professor universitário.

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