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Melhoria contínua: Vida invertida


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Em minhas andanças como consultor, tenho encontrado muita gente inquieta. Geralmente isto ocorre com quem deseja alguma coisa desordenadamente. Traçam metas profissionais com prazos apertados, sem ter noção de que a consistência demanda tempo.

Essas pessoas aceleradas e ansiosas estão colocando o trabalho bem acima de tudo. Uma verdadeira inversão de valores.

Nesse tipo de caso, a família e os amigos perdem espaço. Conseqüentemente, essas pessoas agitadas, bem treinadas em administração de tempo, ficam mais frias e sorriem com muita raridade.

O sorriso é um termômetro que indica se o ser humano está bem. Além do mais, o ato de sorrir traz muitos benefícios. Dentre eles, aumenta o poder defensivo dos glóbulos brancos no sangue; faz massagem no rosto, esticando a pele e provocando rejuvenescimento; segundo a neuro-ciência, provoca aumento de inteligência, e gera bem-estar, devido a liberação de beta-endorfina no cérebro. Deixar de sorrir, comprovadamente gera muitas perdas.

Se parar para pensar, constata-se que é um absurdo a atividade de trabalhar estar ocupando tamanha importância, de tal forma as pessoas consentirem para si desequilíbrios. É mais do que necessário desconfiar e refletir.

Em face disto, reflito como obter consciência que o melhor lugar do mundo para se estar é em casa, que o melhor da vida é simplesmente viver, que o trabalho faz parte, mas não é o todo, que o melhor é buscar o equilíbrio e que, o melhor de tudo, é ter paz.

Acredito que o amadurecimento, por meio de vivências, seja a forma de enxergar melhor e valorizar o simples.

Quando a inversão de valores é desmantelada, surgem frases do tipo: “Eu era feliz e não sabia”.

Fica aqui um recado:

A vida é curta demais para se viver invertido.

Pense nisso!

Sugestão de melhoria

Não deixe de fazer algo apenas porque você só pode fazer pouco. Faça o que puder.

Davison de Lucas - diretor da M. Davison & Associados

www.mdavison.com.br

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