Um dos eleitores do ex-deputado estadual Roberto Purini costumava procurá-lo com freqüência para pedir favores. Certa vez, por exemplo, precisou ser internado com urgência em São Paulo e o político acabou intercedendo para conseguir um médico que pudesse operá-lo.
Passado algum tempo, o eleitor foi até Purini para lhe agradecer e aproveitou para solicitar outro favor: queria que o filho fosse transferido da repartição pública onde trabalhava. “Eu fiz alguns contatos e descobri que aquele pedido poderia ser atendido, mas que seria preciso aguardar alguns meses até a aposentadoria de um outro funcionário”, recorda.
Como desejava que a transferência do filho fosse imediata, o eleitor enviou uma carta para o ex-deputado demonstrando seu inconformismo. “Ele disse que reconhecia que, se não fosse eu, ele estaria morto, mas deixou claro que dessa vez eu havia deixado a desejar”, relembra Purini.
Para aquele eleitor, nem mesmo a vida era mais importante do que o atendimento imediato de seus pedidos.