Ventos de intensidade moderada, com rajadas ocasionais, provocaram vários danos e muita sujeira na cidade ontem. Um outdoor instalado na quadra 36 da avenida Nações Unidas foi ao chão, mas não feriu ninguém. No Jardim Carolina, as telhas de um ferro velho foram lançadas sobre duas casas e provocaram danos materiais.
Segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, a intensidade do vento atingiu 64,8 quilômetros horários (km/h) às 22h15 de anteontem e às 2h35 de ontem.
Na manhã de ontem, mais precisamente às 8h50, os ventos perderam um pouco a sua força e alcançaram 64,5 km/h.
Para o IPMet, os ventos foram de intensidade moderada, já que os considerados fortes chegam a velocidade superior a 72 km/h. De acordo com o meteorologista Adelmo Correia, esse movimento do ar foi provocado pela atuação do sistema de alta pressão. “São rajadas ocasionais que devem persistir até a segunda-feira (hoje).”
Mesmo considerados moderados, os ventos que atingiram Bauru arrastaram muitas folhas e sujeira pelas ruas, deixando a cidade bastante suja. Na manhã de ontem, as donas de casa tiveram muito trabalho na limpeza das calçadas.
Os moradores da rua Salvador Cacciola, 2-68, no Jardim Carolina, ficaram assustados, porque as telhas de zinco de um ferro-velho saíram voando e destruíram a antena de TV da casa. “Levamos um susto e ficamos presos dentro da casa com medo que algo pior pudesse acontecer”, alegou a moradora Fabiana Miedes.
De acordo com ela, o estabelecimento mantinha a cobertura sem que estivesse devidamente presa. “Nós já tínhamos reclamado com o proprietário, porque não é a primeira vez que quando chove ou venta a gente fica com medo.”
A moradora ressaltou que as telhas de zinco só não atingiram as pessoas do bairro porque todos ficaram dentro de suas casas. “As telhas de zinco estavam sob pedaços de madeira, mas não estavam presas. Isso é um perigo. Se atingissem alguém poderiam até provocar ferimentos”, reclamou.
Outro morador que sofreu danos em seu patrimônio foi Aílson Antônio de Lima. “Na hora do vendaval as telhas de zinco começaram a voar. Uma delas atingiu a edícula da casa que tenho na frente da que moro. Outra bateu contra a janela de meu quarto, deixando marcas. Vivemos um pesadelo da noite de sábado até a manhã de domingo”, relatou.
O proprietário do ferro velho, Sebastião Moreira de Jesus, explicou ontem que pretendia regularizar a situação, mas não houve tempo. “As telhas estavam presas, mas o vento foi muito forte e elas voaram pela vizinhança. Eu não previa que isso iria acontecer”, defendeu-se.
O comerciante acredita que por meio de um diálogo com seus vizinhos poderá acertar a situação. “Eu vou conversar com eles e se tiver que assumir algum estrago vou assumir”, prometeu.