Bairros

Sobem para sete os casos de leishmaniose naVila Dutra

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 3 min

Mais um morador da Vila Dutra, o quinto somente neste ano, está contaminado com leishmanisose visceral. Trata-se de um homem de 43 anos, que depois de ficar dois meses internado, teve seu exame para a doença confirmado como positivo, ontem, pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria do Estado da Saúde.

Com isso, sobe para 17 o número de casos de leishmaniose humana registrados em Bauru desde janeiro. No total, quatro pessoas morreram vítimas da moléstia, que foi diagnosticada pela primeira vez em setembro do ano passado. Bauru possui 32 casos da doença desde 2003.

Na última terça feira, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou, por meio de um teste terapêutico, a leishmaniose em uma criança de 8 anos, também moradora da Vila Dutra. No caso divulgado ontem, a doença também precisou ser comprovada através da prova ambulatorial, uma vez que o homem apresentava todos sintomas da doença, mas seus exames de sangue e medula óssea resultavam-se como negativos segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica.

“Os técnicos analisaram o prontuário do paciente, fizeram uma releitura de todas as lâminas e realmente não encontraram a leishmania. Mas pelo quadro clínico e evolução favorável, foi detectada a leishmaniose através da prova terapêutica”, explica a diretora do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), Maria Helena Abreu. O paciente teve alta hospitalar e está em acompanhamento ambulatorial no Hospital Estadual de Bauru Arnaldo Prado Curvêllo.

“Todos os casos positivos acompanhamos de seis meses a um ano, posteriormente à alta hospitalar”, ressalta Maria Helena. Outros três casos, um em junho e outros dois em abril, foram identificados na Vila Dutra.

Ações de combate

O DSC intensificará sua atuação de combate à leishmaniose no bairro e também na Vila Nova Esperança, responsável por dois casos. Segundo a diretora do órgão, uma equipe de busca ativa de casos humanos, formada por dois enfermeiros e dois auxiliares, está fazendo constantes visitas aos bairros da cidade, em especial aos que possuem registros da leishmaniose.

“Quando os casos são positivos na região, voltamos mais ou menos a cada dois ou três meses no mesmo lugar. Já fizemos duas visitas na Vila Dutra e agora estamos fazendo a segunda vistoria no Nova Esperança. No Parque Jaraguá, nós contamos com a ajuda dos agentes comunitários de saúde”, diz Maria Helena.

Apesar do reforço das ações de combate, os moradores da Vila Dutra reclamam maior atenção da prefeitura em relação aos terrenos baldios, que se transformaram em depósitos de lixo. “Existe muito terreno aqui no bairro, com muitas sacolas de lixo e sujeira e o mosquito da leishmaniose fica lá”, relata a dona de casa Florinda Peres Inda.

“Em frente à minha casa, por exemplo, tem um lixão. Eu limpo meu quintal, mas não sei dos outros moradores. Acho que deveriam ser colocadas placas indicando que é proibido se jogar entulho nos terrenos”, cobra.

Embora não seja foco de casos de leishmaniose, alguns moradores do Jardim Cruzeiro do Sul também pedem maior atenção da prefeitura aos cães doentes, que estão à solta nas ruas do bairro. A dona de casa Teresinha Aragão Domingos, conta que existem três animais doentes nas proximidades de seu prédio, localizado na avenida Cruzeiro do Sul. “Não se deve deixar os cachorro assim. É perigoso para a saúde das pessoas”, alerta.

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