Tribuna do Leitor

SAÚDE AGONIZANTE OU MORTE?


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Mais uma vez se faz necessário voltarmos a essa coluna para reclamar do atendimento do P.S. da Vila Ipiranga. A maioria dos usuários reclama do atendimento do P.A.M. e, pela reportagem do Jornal, isso está acontecendo em todos os P.S. Será que não dá para perceber que esse sistema não funciona! É moroso, as pessoas precisam esperar horas para serem atendidas e nem sempre a mãe e a criança têm paciência porque com saúde não se brinca e acaba sobrando para os funcionários que escutam muita besteira!

Outro problema do nosso P.S. é a falta de médicos. Em 45 dias entre agosto e setembro, tivemos somente 15 dias com médico à noite para adulto e nenhum para o P.S. Infantil. Tínhamos pedido ao sr. secretário que não colocasse consultas agendadas à noite e deixasse somente urgência. E ele simplesmente tirou de uma vez o pediatra. Será que ele não entendeu? É um absurdo o que se faz aqui. O médico vem, começa atender e logo em seguida é mandado para o P.S. do Mary Dota ou do Bela Vista, por que lá tem um médico só e não quer atender sozinho.

Em resumo: eles precisam de dois e nós ficamos sem nenhum. Se houver doentes internados, são levados para o Central e os outros que se virem! É justo isso? Por que somente daqui os médicos são tirados e dos outros P.S. não vêm para cá? Será que os doentes de lá são melhores? Ou nossos usuários não precisam de médicos? Até nossos funcionários estão sendo deslocados para o Central. Sempre que nos reunimos com o secretário aparecem mil promessas, que os pediatras já foram contratados, que tudo vai se normalizar, etc...

É tudo mal administrado, dá impressão que ninguém se entende e o sr. prefeito ainda fala em construir um mini-hospital nos bairros Tangarás e Ferradura Mirim. Como, se eles não conseguem administrar os que já tem? Desde que o P.A.I. desceu o P.S. Infantil não tem médico. E eles juraram que não iriam fechar. Estamos, sim, fechados. A saúde do nosso município estava agonizante, mas pelo visto já morreu e ninguém percebeu. Esse governo troca as moscas, mas a “coisa” continua a mesma! (Myriam Elza Vecchi Rodrigues - RG 3181095)

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