Regional

Plantas aquáticas indicam que o rio Jaú não tem água potável

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Classificado pela Cetesb como III, o rio Jaú não tem água potável. Mesmo que tratada, a água não serve para abastecer a população de nenhum município. Em sua foz, no rio Tietê, há presença de plantas aquáticas que são um bio indicador de muita matéria orgânica, explica o biólogo e ambientalista, Ivan Alexandre Marchi.

“A planta aquática está presente em grande quantidade quando o rio contém um volume intenso de matéria orgânica, que quer dizer que ele recebe esgoto.”

No leito do rio, percebe-se ainda uma quantidade grande de areia. “Pelas ondas da água a gente nota. Isso é proveniente do assoreamento do rio e das nascentes. É uma degradação.”

O rio Jaú, que nasce em Torrinha e passa por Dois Córregos e Mineiros do Tietê, sofre com a poluição do esgoto da cidade de Jaú. “Calcula-se que ele receba de 600 a 700 litros por segundo de esgoto.”

Além desse tipo de poluição, no rio são despejadas garrafas pets, latinhas de cerveja e restos de pescarias, nos trechos preferidos pelos pescadores. “A ação dos pescadores é mais sentida nos trechos onde existem pontes de rodovia vicinal, como em um local conhecido por Marambaia, na zona rural de Itapuí. Eles deixam restos de pescarias que vão para o rio, com as chuvas. Falta conscientização.”

Nas margens do rio existem ainda manchas de óleo das embarcações. “São barcos de pequeno, médio e grande porte.”

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