A água potável do planeta pode acabar? Essa é a pergunta para a qual muita gente gostaria de ter a resposta. Para os especialistas, se a população continuar poluindo e desmatando no atual ritmo há o risco de acabar o líquido límpido, de boa qualidade, próprio para beber.
Simplificando: se o homem continuar tirando a mata ciliar e jogando esgoto e lixo nos rios, em alguns anos, não vamos ter água potável para beber. As duas bacias hidrográficas que abastecem a nossa região estão comprometidas: a Tietê-Batalha e a Tietê-Jacaré.
Há municípios, inclusive na nossa região, que abastecem a população com águas superficiais e cada vez mais aumentam aqueles que usam a água subterrânea por causa da poluição dos rios. A subterrânea passa pela filtragem natural. Enquanto que a superficial tem que passar por tratamento químico antes de ser consumida.
Como o ciclo da água é finito, é preciso cuidar hoje para não faltar esse líquido essencial à vida amanhã. Esgotar as potencialidades subterrâneas é um risco para o futuro porque elas são a nossa reserva de água. É preciso recuperar nossas fontes de águas superficiais, ou seja, os rios.
Para o secretário executivo do Instituto Vidágua, o biológo e ambientalista Ivan Alexandre Ferrazoli Marchi, a carga de esgoto e a poluição provocada pelo maior inimigo dos rios, o homem, está comprometendo a qualidade da água. “Na região de Bauru, há rios importantes como o Tietê que está com a qualidade da água comprometida, o que impossibilita o seu uso.â€
Com raras exceções, como é o caso do rio Jacaré-Pepira, na região de Brotas, os demais estão classificados como ruins ou péssimos, em relação à qualidade da água. O Batalha, por exemplo, que fornece água para 45% da população bauruense, está classificado pela Cetesb como II.
Nessa classificação, sua água só pode ser consumida após processo químico. O Tietê, que praticamente corta todo o Estado, recebe duas classificações. É considerado péssimo em sua nascente e na foz, no rio Paraná, é tido como classe I, ou seja, consegue se livrar da poluição e se tornar limpo.
Lençóis freáticos
A região de Bauru conta com dois lençóis freáticos, comenta o ambientalista. “O aquífero Bauru que está mais próximo de Arealva, Iacanga, Bauru, Piratininga e Agudos. E o aquífero Guarani que encontra-se mais profundo, abaixo de 200 metros de profundidade. Nele já existem, em alguns pontos, índices de contaminantes por uso intensivo de agrotóxicos, especialmente na região de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.â€
Rios da região
Bauru
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Dourado
Lençóis
Turvo
Batalha
Jacaré-Pepira
Jaú