A Secretaria Municipal
de Educação (SME) nega
que falte vagas na rede pública
de ensino de Bauru. De
acordo com a titular da pasta,
Solange Santos Ferreira
dos Reis, quando a escola do
bairro não tem capacidade
para atender a demanda local,
os alunos são transportados
para outra unidade.
A secretária afirma que
desconhece casos de crianças
que não estão freqüentando
as aulas por falta de vaga. “Podemos
dizer que temos vagas
para todos os alunos. Não tem
criança nenhuma fora da escola.
Na verdade, temos vagas
ociosasâ€, garante.
Ela acredita que houve
avanços. “Quando às Emefs
(Escolas Municipais de Ensino
Fundamental), acho que estamos
tranqüilos porque trabalhamos
em parceria com o estado.
O avanço que o ensino
fundamental teve nesses anos
proporcionou ampliação de
vagas. Somada à ampliação
do estado, demos um grande
passo no atendimento à demanda
da cidadeâ€, avalia.
Na opinião da secretária,
Bauru também está bem servida
de Escolas Municipais de
Educação Infantil (Emeis).
Desde 2001, foram inauguradas
duas novas escolas e oito
unidades foram reformadas.
“Eu acredito que avançamos
bastante e abrimos muitas
vagas nas Emeis. Muitas
unidades não preenchem a
capacidade máxima de alunosâ€,
afirma.
Já as Escolas Municipais
de Educação Infantil Integrada
(Emeiis) não existiam no
início da atual gestão. As antigas
creches eram administradas
pela Secretaria Municipal
do Bem-Estar Social (Sebes).
A SME começou a assumi-las
em junho de 2001.
Atualmente, sete Emeiis
estão sob gerenciamento da
pasta de Educação. Ainda faltam
oito. A prefeitura acredita
que o processo deve ser finalizado
até o fim de 2004.
“Estamos a cada dia avançando
um pouco mais. Já
criamos quase mil vagas em
Emeiis no último ano. E estamos
a todo o vapor melhorando
as condições para
abrir mais vagasâ€, enfatiza a
titular da pasta.
Solange salienta que o problema
mais freqüente é capacidade
esgotada de unidades
escolares em determinadas regiões
da cidade. Nesses casos,
o aluno é matriculado em
outro bairro. Quando a escola
(estadual ou municipal) fica a
mais de dois quilômetros da
casa do estudante, a prefeitura
oferece transporte.
Atualmente, são transportados
quase quatro mil alunos
- incluindo os do estado,
da zona rural e do ensino
especial. “Tem vagas para
todas as crianças. Se não
houver perto, nós damos o
transporteâ€, frisa.
A secretária cita como
exemplo o Parque Real, bairro
em que há falta de vagas.
Uma Emef está sendo construída
na região para suprir a
demanda e deve ser entregue
até o dezembro deste ano. Enquanto
isso, os alunos recebem
transporte escolar.
Outro problema recorrente,
segundo Solange, é a preferência
dos pais dos alunos
por determinadas escolas. “A
mãe tem uma escola perto de
casa, mas gostaria de uma outra
para o filho. E muitas vezes
ela solicita o transporte
escolar por não aceitar a unidade
perto de casa. Não podemos
aceitar porque já temos
quatro mil alunos sendo
transportadosâ€, diz.
Sobre o problema de filas
para fazer matrículas, ela afirma
que a situação deve mudar
já que está sendo implantado
o sistema de matrícula antecipada.
“Se a criança já estiver
matriculada em alguma unidade
municipal ou estadual a
mãe não precisa voltar à escola.
Nós cuidamos de matriculá-
la na unidade mais próxima
de casaâ€, expõe.
Quem não estiver matriculado
deve procurar alguma
escola pública, para que seja
inserido no planejamento
das Educação.
Entretanto, a secretária
admite que ainda há muito
trabalho a ser feito em Bauru.
“Os bairros estão crescendo
dia-a-dia. Temos muito
por fazerâ€, revela.