Bairros

Prefeitura nega falta de vagas

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

dos Reis, quando a escola do

bairro não tem capacidade

para atender a demanda local,

os alunos são transportados

para outra unidade.

A secretária afirma que

desconhece casos de crianças

que não estão freqüentando

as aulas por falta de vaga. “Podemos

dizer que temos vagas

para todos os alunos. Não tem

criança nenhuma fora da escola.

Na verdade, temos vagas

ociosas”, garante.

Ela acredita que houve

avanços. “Quando às Emefs

(Escolas Municipais de Ensino

Fundamental), acho que estamos

tranqüilos porque trabalhamos

em parceria com o estado.

O avanço que o ensino

fundamental teve nesses anos

proporcionou ampliação de

vagas. Somada à ampliação

do estado, demos um grande

passo no atendimento à demanda

da cidade”, avalia.

Na opinião da secretária,

Bauru também está bem servida

de Escolas Municipais de

Educação Infantil (Emeis).

Desde 2001, foram inauguradas

duas novas escolas e oito

unidades foram reformadas.

“Eu acredito que avançamos

bastante e abrimos muitas

vagas nas Emeis. Muitas

unidades não preenchem a

capacidade máxima de alunos”,

afirma.

Já as Escolas Municipais

de Educação Infantil Integrada

(Emeiis) não existiam no

início da atual gestão. As antigas

creches eram administradas

pela Secretaria Municipal

do Bem-Estar Social (Sebes).

A SME começou a assumi-las

em junho de 2001.

Atualmente, sete Emeiis

estão sob gerenciamento da

pasta de Educação. Ainda faltam

oito. A prefeitura acredita

que o processo deve ser finalizado

até o fim de 2004.

“Estamos a cada dia avançando

um pouco mais. Já

criamos quase mil vagas em

Emeiis no último ano. E estamos

a todo o vapor melhorando

as condições para

abrir mais vagas”, enfatiza a

titular da pasta.

Solange salienta que o problema

mais freqüente é capacidade

esgotada de unidades

escolares em determinadas regiões

da cidade. Nesses casos,

o aluno é matriculado em

outro bairro. Quando a escola

(estadual ou municipal) fica a

mais de dois quilômetros da

casa do estudante, a prefeitura

oferece transporte.

Atualmente, são transportados

quase quatro mil alunos

- incluindo os do estado,

da zona rural e do ensino

especial. “Tem vagas para

todas as crianças. Se não

houver perto, nós damos o

transporte”, frisa.

A secretária cita como

exemplo o Parque Real, bairro

em que há falta de vagas.

Uma Emef está sendo construída

na região para suprir a

demanda e deve ser entregue

até o dezembro deste ano. Enquanto

isso, os alunos recebem

transporte escolar.

Outro problema recorrente,

segundo Solange, é a preferência

dos pais dos alunos

por determinadas escolas. “A

mãe tem uma escola perto de

casa, mas gostaria de uma outra

para o filho. E muitas vezes

ela solicita o transporte

escolar por não aceitar a unidade

perto de casa. Não podemos

aceitar porque já temos

quatro mil alunos sendo

transportados”, diz.

Sobre o problema de filas

para fazer matrículas, ela afirma

que a situação deve mudar

já que está sendo implantado

o sistema de matrícula antecipada.

“Se a criança já estiver

matriculada em alguma unidade

municipal ou estadual a

mãe não precisa voltar à escola.

Nós cuidamos de matriculá-

la na unidade mais próxima

de casa”, expõe.

Quem não estiver matriculado

deve procurar alguma

escola pública, para que seja

inserido no planejamento

das Educação.

Entretanto, a secretária

admite que ainda há muito

trabalho a ser feito em Bauru.

“Os bairros estão crescendo

dia-a-dia. Temos muito

por fazer”, revela.

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