Na opinião de Wander
Cavalcante, que foi membro
do Conselho Municipal de
Educação, os problemas de
demanda em escolas públicas
de Bauru, entre outros,
devem-se principalmente à
falta de um Plano Municipal
de Educação.
“Nós não temos esse plano.
Com o planejamento urbano
organizado, há condições
de ter conhecimento do crescimento
populacional e projetar
escolas para um período de
cinco a dez anos. Dá para saber
para onde está crescendo
a cidadeâ€, explica.
O objetivo seria que escolas
e creches cheguem a determinadas
regiões da cidade antes
da demanda, e não o inverso,
como acontece hoje.
“Se as secretarias de Educação
e de Planejamento estiverem
afinadas, há condições
de planejar a construção de novas
escolas e creches. Todos
poderiam ter escolas próximas,
evitando o transporte de
crianças pela cidadeâ€, avalia.
Wander acredita que houve
melhorias nos últimos anos, mas ainda há carências na área da educação.
“Foram criadas novas escolas,
outras estão em construção.
A tendência é melhorar.
Mas em bairros afastados como
o Jardim Ivone, por
exemplo, ou bairros menores,
às vezes não há atendimento
próximoâ€, pontua.
Ele frisa que o serviço oferecido
pela prefeitura ainda é
insatisfatório. “Algumas regiões
da cidade têm um tipo
de atendimento que não é o
que a população exige e precisa.
Principalmente nos locais
mais afastadosâ€, reforça.
Wander denuncia, ainda, a
atual situação do Conselho
Municipal de Educação, que
está inativo desde abril. Caberia
à Secretaria Municipal de
Educação (SME) organizar e
formalizar o órgão. “Isso prejudica
os trabalhos de educação.
A secretaria tem falhado
nesse sentidoâ€, diz.