Polícia

Homem é morto em bar no Beija-Flor

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Um homem de 32 anos foi morto em um bar no núcleo Beija-Flor, após uma briga envolvendo diversas pessoas, anteontem à noite. O carroceiro Celso Rodrigues Simão foi encontrado já sem vida, caído em frente ao estabelecimento. O caso é o 46.º homicídio registrado em Bauru desde o início do ano.

Somente neste mês, já foram registrados cinco crimes desta natureza. O último ocorreu também no sábado, quando Paulo Henrique Pinheiro, 25 anos, foi morto a tiros por quatro homens encapuzados ao entrar na casa de sua ex-companheira, no Parque Jaraguá.

De acordo com informações do boletim de ocorrência (BO) registrado no Plantão Policial, a briga generalizada no estabelecimento localizado na quadra 16 da avenida Rosa Malandrino Mondelli teve início por volta das 20h do sábado e envolveu diversas pessoas que estavam no local.

O proprietário do bar, que não teve seu nome divulgado, relatou que fechou as portas e acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Quando o comerciante percebeu que a confusão havia terminado, abriu as portas do estabelecimento e percebeu a vítima caída na calçada.

Segundo o delegado plantonista Antônio das Neves, os policiais militares que atenderam a ocorrência encontraram Simão já sem vida. Ele tinha diversas perfurações no pescoço, peito e abdome, provavelmente provocadas por um objeto cortante, como uma faca ou uma garrafa de vidro quebrada.

O corpo da vítima, que era morador do Jardim Mendonça, foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). A arma do crime não foi localizada no local. Até o fechamento desta edição, os suspeitos do crime não haviam sido localizados pela polícia.

Simão é a 46.ª vítima de homicídio em Bauru neste ano, conforme os cálculos do JC. Há pouco mais de três meses do término do ano, o número já ultrapassa o total de pessoas assassinadas em 2003 na cidade, que foi de 42. No entanto, nas estatísticas da Polícia Civil o caso de anteontem foi o 41.º deste ano.

Os índices não são coincidentes porque o JC considera homicídio todas as pessoas mortas em situação violenta, inclusive as que morreram dias após o fato, situação que recebe outra tipificação para a polícia.

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