Polícia

Protesto exige segurança em rua do Jd. Chapadão

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A mais de dois quilômetros de distância, a fumaça preta já dava sinais do protesto que reuniu cerca de 90 moradores do Jardim Chapadão, ontem à noite. Juntos, eles cobraram do poder público a instalação de obstáculos e iluminação na rua Constantino Castilho, onde um rapaz de 31 anos morreu atropelado há três meses. A manifestação foi o último recurso encontrado pela comunidade que, há quase um ano, insiste na reivindicação.

O silêncio da administração municipal só foi rompido ontem, quando o secretário municipal de Obras, Antônio Ângelo Padovan, anunciou para hoje a instalação de lombada nas quadras 4 e 7 da via pública. Já a colocação de novos pontos de luz continua indefinida.

“Fizemos o pedido (de obstáculos e iluminação) antes do moço morrer. Se tivessem colocado, talvez ele não tivesse morrido. O protesto foi o último meio. Nos sentimos impotentes. Aqui é muito perigoso à noite. A todo momento pedimos socorro à Base Comunitária de Segurança e ao Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Leste”, diz a moradora Maria Leal Gomes.

Confirma a informação, a Polícia Militar e o presidente do Conseg Leste, Carlos Gregório, que critica a morosidade da prefeitura de Bauru em resolver o problema.

“O protocolo (do pedido) é de 10 de dezembro do ano passado. Quando dissemos que iríamos acionar o Ministério Público, tomaram providência”, ressalta. Mas de acordo com o secretário de Obras, o trabalho só não foi realizado antes porque a equipe responsável pelo serviço estava pavimentando as ruas da Vila Ipiranga.

Além disso, a secretaria alega que passou a enfrentar problemas para comprar material asfáltico por causa da greve dos bancários. Ele recebeu o pedido para instalar os obstáculos no 17 de agosto deste ano, informa a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), que concluiu o estudo da via e deferiu o pedido dos moradores na mesma data.

A assessoria de imprensa do órgão não justificou a razão pela qual a solicitação dos moradores tramitou por tanto tempo, de dezembro do ano passado a agosto último.

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Sem prazo para iluminação

De acordo com o assessor de iluminação da prefeitura, João Lima, o pedido para instalação de lâmpadas na rua Constantino Castilho ainda será remetido à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), mas somente quando a empresa for notificada de um recurso obtido pela administração municipal suspendendo os efeitos da liminar expedida pelo Fórum local que proibia a instalação de novas lâmpadas nas ruas e praças públicas.

“Além do pedido à CPFL, a prefeitura ainda tem de pagar o custo da instalação. Depois de receber a solicitação, a empresa tem 15 dias para passar o custo; a prefeitura tem 30 para pagar e a CPFL mais 30 para instalar. Não dá para estimar (o tempo de instalação). O pedido foi feito em junho, no dia 16, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)”, esclarece Lima.

Os moradores que aguardam novos pontos de iluminação no bairro terão de aguardar ainda mais. É que a CPFL não aumentará os pontos de iluminação pública até que seja julgada a ação cível pública referente à dívida que a administração municipal tem com a empresa.

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