É uma espécie de casa de tábuas em plena avenida São João em São Paulo. E o direito de ir, ficar e vir? E o direito a liberdade de escolha? Eu não quero votar. Eu quero votar. O voto facultativo só traria vantagens, principalmente financeiras para o Estado e nenhum candidato deixaria de ser eleito porque o voto é facultativo.
O voto obrigatório é uma evidente substituição da liberdade pela obediência e fere os mais sérios interesses da democracia, pela sua extensão e pela intensidade do seu mal.
É um ar de liberdade imperfeita que respiramos, neste ambiente de esperança que nos envolve, e nos transforma em uma nação secundária e de inferioridade política.
Em um município com 100 mil eleitores e voto obrigatório, mudando para o facultativo, se caísse para 50 mil eleitores (o que dificilmente aconteceria), o prefeito e os vereadores deixariam de ser eleitos? É evidente que não.
Consideramos que não poder ser livre uma sociedade quando na sua organização fundamental não se garante aos indivíduos a liberdade de consciência, de escolha.
Quanto é gasto em propaganda para, lembrar ao eleitor que ele é obrigado a votar? No voto facultativo ela seria desnecessária. Quem gosta de votos, vota até com 90 anos de idade, quem não gosta não vai retirar aqueles milhares de títulos que estão à espera que o eleitor vá retirá-los. Os votos nulos e em branco deixariam de existir, bichos não seriam mais eleitos e não teríamos mais candidatos eleitos por gozação dos eleitores. Se houvesse um plebiscito, com certeza o voto facultativo venceria. Facilmente.
Blasco Peres Rego - OAB 17461