Rural

Cultura está se consolidando

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

Segundo o engenheiro agrônomo Pedro Piza Toledo, diretor da empresa de Dois Córregos, a cultura da noz macadâmia está se consolidando no País, com o desenvolvimento de áreas produtivas e fábricas processadoras. Existem hoje no Brasil cerca de 150 produtores, entre os quais 100 estão localizados em São Paulo. As três maiores indústrias estão instaladas em São Mateus (ES), Dois Córregos e Piraí (RJ).

“Houve uma maturação de plantio e o início das primeiras processadoras. E agora que as processadoras se consolidaram como empresas exportadoras começa a ter outros agricultores interessados, porque o ciclo se completa. É difícil você convencer alguém a entrar numa cultura se ele não tem para quem vender”, diz.

Apesar dos resultados positivos dos últimos anos, Piza destaca que as plantas brasileiras ainda são jovens e não possuem um índice total de aproveitamento, ao contrário da Austrália, onde as árvores são mais antigas e por isso mais produtivas. Além disso, o engenheiro agrônomo ressalta que nem todas as técnicas de produção foram incorporadas no País.

No Brasil, o índice de recuperação (aproveitamento de nozes) em amêndoas é de 25%. “Em países como a Austrália, esse índice de recuperação já está na faixa de 32% a 33%”, destaca o presidente da Associação dos Produtores de Noz Macadâmia do Estado de São Paulo (Apromesp), José Eduardo Mendes Camargo.

Ele afirma que a Apromesp vem desenvolvendo um trabalho de estímulo ao cultivo da macadâmia. Com o crescimento da produção, ele acredita que outras indústrias do setor sejam criadas no Brasil. “Tem espaço para o País crescer muito na produção de macadâmia”, avalia.

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