Regional

ONG quer construir casas em Agudos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - Depois de construir 3.300 casas na Malásia e iniciar vários outros empreendimentos em países africanos e asiáticos, uma organização não-governamental (ONG) da Finlândia anuncia seu interesse em investir em Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru).

A idéia é construir casas populares pré-moldadas com um custo de cerca de 50% mais barato do que as similares construídas, por exemplo, pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU). Além de ajudar a diminuir o déficit de moradias, o projeto tem em seu método de atuação o costume de empregar os futuros moradores, desde que estejam sem serviço, na construção das casas. Ou seja, na prática, o método ajuda também a reduzir o nível de desemprego local.

De acordo com o vice-presidente da ONG, Markku Matikkala, as ações não tem por objetivo obter lucro. Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos imóveis é revertido, segundo ele, na construção de mais casas.

Para iniciar suas atividades no País, Matikkala declara que é indispensável contar com apoio do Poder Público. Por esse motivo, veio até o Brasil esperando pelo menos uma audiência com o governador Geraldo Alckmin.

Em razão das eleições, o agendamento para um primeiro encontro está um tanto difícil, mas Matikkala espera consegui-lo antes do dia 3 de outubro, quando deverá retornar para a Finlândia. O início das atividades no Estado estaria dependendo dessa conversa com o governador. O Poder Público (Estado e municípios) entraria com o terreno e a organização cuidaria da execução da obra.

Embora seja pré-moldada, as casas seguem o padrão adotado em cada País, respeitando assim, segundo a ONG, as particularidades e os costumes de cada povo. A Peabud, como é chamada a ONG, está presente no Vietnã, Nigéria, Brunei, China, Índia e Bahamas, entre outros países.

O interesse em expandir o projeto até o Brasil surgiu após um encontro do vice-presidente da organização com a assistente social e conferencista Marlene Marques Prado, moradora de Agudos.

Embora sejam construções de baixo custo, Matikkala garante que não se trata de produto de baixa qualidade. Assim como ocorre no Brasil, as casas da Peabud atendem a famílias de diferentes faixas de renda. A área construída dessas residências, segundo informou Marlene, podem variar dos 56 metros quadrados até 140 metros quadrados. O prazo para a amortização da dívida é de dez anos.

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