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Foi um show!

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Fordinhos, Karmann Ghias, Dodges, Alfas, Fuscas, Mercedes, Mustangs, Willys, Romisetas, Galaxies, Opalas, Bellairs, Brasílias, Porsches e lambretas. Esses foram apenas alguns dos modelos que puderam ser apreciados durante mais uma edição – a sexta - do Encontro de Carros Antigos de Bauru, evento ocorrido no último domingo, no Parque Vitória Régia, que ficou marcado como o melhor entre todos os outros já realizados, pelo alto nível dos veículos e da organização, além da forte presença de expositores de toda a região e até de São Paulo. A realização foi do Clube de Carros Antigos do Centro Oeste Paulista com apoio da Prefeitura Municipal, Secretaria de Cultura, Vivendo Bauru, Jornal da Cidade, 96 FM, TV Preve e Opala Clube Bauru.

Prova disso foram as diversas raridades presentes e os automóveis que, atualmente, seriam mais fáceis de serem vistos em livros históricos do que “ao vivo”. Um exemplo foi o “Opalão” SS 1975 do araraqua-rense Marcelo Sigilló Mazzoni, modelo que ele garante só existirem dois rodando no País, o dele e mais um. Perfeccionista como todo colecionador – já é dono de nove Opalas -, mantém o veículo com amor digno de um “filho”. “É inteiramente original”, orgulha-se.

Outros automóveis raros que também atraíram olhares curiosos foram um Willys Interlagos berlineta, do bauruense Nilton Parisotto, e um Fusca alemão 1953 modelo luxo, do também bauruense José Carlos Landro. A história do primeiro já diz tudo, pois foi considerado o primeiro carro esporte nacional com estilo e desempenho de Primeiro Mundo e foi produzido até 1966, em um total de apenas 822 unidades.

O segundo também não fica atrás, pois possui detalhes que o diferenciam dos demais e encantam admiradores, como o bauruense José Luiz Iemma, que conseguiu convencer a segurança para fotografar a relíquia. “É um carro rico em detalhes, como o acelerador redondo giratório, a bananinha (seta de direção que sai da coluna do veículo), porta-luvas diminuto, vidro bipartido, marcador de velocímetro que vai até 120 km/h, e não até 140 km/h, e no centro do volante tem o símbolo da cidade de Wolfsburg, onde era fabricado”, frisa.

Já o jauense Walter Colombo expôs um MG Avallone, automóvel que ele classifica como “pai” dos esportivos americanos. “Após o final da Segunda Guerra, na Europa, muitos soldados o trouxeram da Europa para os Estados Unidos, onde começou a fazer sucesso nas décadas de 50 e 60 e praticamente forçou os fabricantes de lá a lançarem carros esportivos, como o Corvette e o Thunderbird”, ressalta.

Os amantes de motocicletas antigas também não tinham do que reclamar no evento. Isso porque o bauruense Miguel Angelo Quaggio exibia duas RD 350 Yamaha, uma de 1974 e outra de 1976, mais conhecidas como “Viúvas Negras”. “São motos ainda famosas por seu alto desempenho, pois na época em que foram lançadas chegavam a andar mais que as de cilindradas maiores”, destaca.

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