Para alguns freqüentadores,
feira livre já tornou-se
hábito, independentemente
das deficiências que
tenha.
José Carlos Nogueira, por
exemplo, defende com unhas
dentes as compras realizadas
nas barracas montadas em
de bairros. Não é à toa
ele freqüenta feiras livres
vezes por semana.
domingo, ele vai à
e mais tradicional feira
bauruense, na rua Gustavo
Maciel, no Centro. Às terças-
feiras, é dia de visitar a
Independência e, às sextas-
feiras, Nogueira vai à
Virgílio Malta, nos Altos
Cidade.
Eu gosto das coisas fresquinhas
e vou pegando de
acordo com a necessidade.
da feira ter um preço
acessível, a mercadoria
melhor e o ambiente é ótimo”,
argumenta o freqüentador,
que conhece boa parte
dos feirantes e faz das compras
um hobby.
Quinta-feira é dia de feira
na Vila Cardia para a moradora
do bairro Adélia Maria
Afonso. E ela não perde uma.
“Já é vício vir à feira às quintas-
feiras. Eu gosto porque
aqui a gente encontra tudo o
que a gente precisa”, revela.
Se algum produto estiver
mais barato no mercado, ela
deixa de comprar na feira,
mas não deixa de freqüentála.
“Antes eu comprava
mais na feira. Hoje eu reparto
um pouco entre feira e
mercado por causa do preço”, explica.
Já Fábio Duarte Ribeiro
faz suas compras em supermercado
devido aos horários
flexíveis que alguns oferecem.
Ainda assim, ele consegue
um tempinho toda semana
para passar em alguma feira
próxima ao trabalho e comer
pastel.
“Já é um hábito. Mas o ambiente
da feira poderia melhorar
em questão de limpeza e
higiene. Tem muita sujeira
mesmo durante a feira. O pessoal
joga muita coisa no
chão”, reclama.
Maria de Lourdes Suniga
Gonçalves é outra adepta. Ela
faz suas compras na rua Silva
Jardim, na Bela Vista. “Eu
adoro. É tudo mais barato e
mais fresquinho. Além disso,
eu conheço muita gente na feira
e faço amizade com todos
os feirantes”, conta.
Por outro lado há freqüentadores
que reclamam, mas
que sempre dão uma passadinha
na feira. É o caso de Elisa
Oliveira de Souza, da Vila
Cardia.
“O preço da feira para
mim é muito caro. Às vezes
eu prefiro fazer sacolão no
mercado. Antigamente, a feira
era mais barata e tinha mais
movimento”, afirma.
Margareth Dorta faz críticas,
mas vai quinzenalmente
à feira do bairro para comprar
os produtos mais baratos. “Os
preços estão variando muito.
Se o mercado estiver mais em
conta, eu não venho à feira na
quinta. A feira compensava
mais antigamente”, avalia.
Na opinião da cliente, compensa
comprar dos feirantes
quando há tempo para pesquisar
preços. “Se o preço continuar
assim, a feira vai deixar
de existir”, acredita.