exemplo, defende com unhas

dentes as compras realizadas

nas barracas montadas em

de bairros. Não é à toa

ele freqüenta feiras livres

vezes por semana.

domingo, ele vai à

e mais tradicional feira

bauruense, na rua Gustavo

Maciel, no Centro. Às terças-

feiras, é dia de visitar a

Independência e, às sextas-

feiras, Nogueira vai à

Virgílio Malta, nos Altos

Cidade.

Eu gosto das coisas fresquinhas

e vou pegando de

acordo com a necessidade.

da feira ter um preço

acessível, a mercadoria

melhor e o ambiente é ótimo”,

argumenta o freqüentador,

que conhece boa parte

dos feirantes e faz das compras

um hobby.

Quinta-feira é dia de feira

na Vila Cardia para a moradora

do bairro Adélia Maria

Afonso. E ela não perde uma.

“Já é vício vir à feira às quintas-

feiras. Eu gosto porque

aqui a gente encontra tudo o

que a gente precisa”, revela.

Se algum produto estiver

mais barato no mercado, ela

deixa de comprar na feira,

mas não deixa de freqüentála.

“Antes eu comprava

mais na feira. Hoje eu reparto

um pouco entre feira e

mercado por causa do preço”, explica.

Já Fábio Duarte Ribeiro

faz suas compras em supermercado

devido aos horários

flexíveis que alguns oferecem.

Ainda assim, ele consegue

um tempinho toda semana

para passar em alguma feira

próxima ao trabalho e comer

pastel.

“Já é um hábito. Mas o ambiente

da feira poderia melhorar

em questão de limpeza e

higiene. Tem muita sujeira

mesmo durante a feira. O pessoal

joga muita coisa no

chão”, reclama.

Maria de Lourdes Suniga

Gonçalves é outra adepta. Ela

faz suas compras na rua Silva

Jardim, na Bela Vista. “Eu

adoro. É tudo mais barato e

mais fresquinho. Além disso,

eu conheço muita gente na feira

e faço amizade com todos

os feirantes”, conta.

Por outro lado há freqüentadores

que reclamam, mas

que sempre dão uma passadinha

na feira. É o caso de Elisa

Oliveira de Souza, da Vila

Cardia.

“O preço da feira para

mim é muito caro. Às vezes

eu prefiro fazer sacolão no

mercado. Antigamente, a feira

era mais barata e tinha mais

movimento”, afirma.

Margareth Dorta faz críticas,

mas vai quinzenalmente

à feira do bairro para comprar

os produtos mais baratos. “Os

preços estão variando muito.

Se o mercado estiver mais em

conta, eu não venho à feira na

quinta. A feira compensava

mais antigamente”, avalia.

Na opinião da cliente, compensa

comprar dos feirantes

quando há tempo para pesquisar

preços. “Se o preço continuar

assim, a feira vai deixar

de existir”, acredita.

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