Cultura

Futuro prefeito pede ajuda para a cultura

Gustavo Cândido
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A falta de verba, a participação fundamental da iniciativa privada e de outros setores, além da necessidade de se levar eventos para os bairros, foram os pontos mais citados nos discursos dos candidatos a prefeito de Bauru que participaram entre os dias 15 a 24 deste mês de uma série de entrevistas realizada pela Rádio 96 FM cujo tema principal foi a cultura.

Antonio Sérgio Marsola (PPS), Caio Coube (PSDB), Clodoaldo Gazzetta (PV), Estela Almagro (PT), Luiz Carlos Valle (PSB), Maria Cristina Romão (PCO), Sandro Fernandes (PSTU) e Tuga Angerami (PDT) tiveram suas participações agendadas de acordo com a ordem alfabética dos seus nomes e debateram o assunto a partir de perguntas da equipe de jornalistas da emissora, formada por Pedro Norberto, apresentador e editor do departamento de jornalismo da 96FM, e os repórteres Fernanda Iarossi, Fernando Zanelato e Juliano Dip.

As entrevistas, veiculadas pela manhã no programa “Vivacidade”, também contaram com a participação de convidados que atuam de diversas maneiras na área cultural da cidade: Dalva Aleixo Dias, professora do departamento de comunicação social da Universidade Estadual Paulista (Unesp); Zuleika Lemos De Almeida Gonçalvez, diretora do Serviço Social da Indústria (Sesi); Munir Zalaf, presidente da Academia Bauruense de Letras; Patrícia Piqueira, animadora sócio-cultural do Serviço Social do Comércio (Sesc); Gustavo Cândido, editor do caderno de Cultura do Jornal da Cidade; Zarcillo Barbosa, jornalista e professor da Unesp; padre Beto, coordenador da Pastorarte; Paulo Neves, diretor de teatro; Paschoal Storniolo, presidente da escola de samba Cartola; Paula Lambertine da Rocha, diretora da companhia dança Imagem; César Assis, diretor da Sky Dive; e Terezinha Machado, agente cultural e fundadora Sociedade Amigos da Cultura.

Cada candidato teve o tempo máximo de oito minutos para responder as questões e expor seus planos de governo para o setor cultural de Bauru.

De um modo geral, todos concordaram que a prefeitura, através de sua secretaria, não pode ser a única responsável pela gestão da cultura na cidade, principalmente no que diz respeito à parte financeira, na qual as parcerias foram muito citadas como solução. E o setor privado, as universidades e seus alunos, as escolas da rede pública, os profissionais da área da cultura e, obviamente, os interessados de alguma maneira nas manifestações culturais, foram apontados como os elementos que podem ajudar a administração.

As entrevistas também tiveram muitos esclarecimentos vagos e perguntas não respondidas, o que gera a dúvida sobre existência efetiva de planos para a cultura por parte de alguns candidatos. Na página 7, estão selecionados os principais pontos abordados por cada prefeitável durante os programas de acordo com as perguntas que lhes foram feitas.

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