Já são mais de 100 cidades em dez países fazendo parte da rede Cittaslow, cidades desaceleradas, lançada por um prefeito de uma cidade da Itália em 1999, com o propósito de interromper a disseminação de comunidades agitadas, com grandes empresas vindas de fora, determinando aumento de competição.
O conceito tem origem no movimento de slow-food, em contraposição ao fast-food, surgido também na Itália em 1986.
A Cittaslow, visando a criação de uma economia municipal saudável, estimula consumir produtos locais.
A idéia é ter os negócios ativos, mas a conversa ser lenta. Emblemas são usados em veículos e em camisetas: “não me apresse, sou de uma cittaslow”.
Sem querer entrar nas questões de protecionismo de mercado, que merece um debate caloroso, a iniciativa gera reflexões, considerando que estamos vivenciando de uma forma desenfreada, uma vida agitada com slogans dos tipos “não posso parar” e “não tenho tempo para refletir”.
Não se sabe ainda onde essa maneira de viver vai levar. Para um bom lugar não deve ser, pois uma coisa é mais do que certa: pressa não combina com saúde. Segundo especialistas da medicina, ansiedade mata cinco vezes mais que o cigarro.
Não tem sentido perder saúde, a nossa principal riqueza, em busca de outras riquezas secundárias.
Uma outra alternativa à sugestão italiana, que não resolve o problema em cima da causa, mas ameniza o efeito, é desenvolver “fazer mais com menos”. Investindo nas práticas da organização e da administração de tempo, que envolvem padronizar a armazenagem de tudo que você usa, priorizar os objetivos, se concentrar em apenas uma atividade de cada vez, proteger o seu tempo aprendendo a falar “não” para atividades secundárias, bem como controlá-lo. Com isso sobrará tempo para o “eu”, a “família”, o “social”, o “espiritual” e principalmente para o “equilíbrio”.
Não é fácil, mas se fosse não precisaríamos ter um hipercomputador conhecido como cérebro. Temos que usá-lo em toda a sua plenitude, pois a situação exige. Pense nisso!
Davyson de Lucas