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Atraso nos serviços do Fórum de Bauru pode durar até quatro meses

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

Depois do retorno efetivo das atividades judiciais no Fórum, a demora pelo atendimento nos setores do protocolo, civil e criminal da unidade deve permanecer por cerca de quatro meses. Isto porque os servidores, cuja maioria esteve em greve durante 87 dias, não vão trabalhar a mais para atender os quase 100 mil processos acumulados, segundo a assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.

Desde anteontem, os advogados e pessoas da comunidade enfrentam mais de duas horas na fila para protocolar documentos, fato considerado atípico no local. Outro agravante no atraso do atendimento está relacionado à greve dos bancários, que entre hoje em seu 15.º dia. Como a distribuição dos processos depende do recolhimento das custas (taxa judicial), a paralisação das agências atrasa o andamento dos processos em tramitação no Fórum.

Conforme divulgado pela assessoria de imprensa do TJ, o recesso dos servidores em janeiro será mantido. As férias, porém, não vão alterar o atendimento no Fórum, garante o diretor do órgão, juiz Jaime Ferreira Menino. “Nas férias, os processos urgentes tramitam normalmente porque os juízes, promotores e alguns funcionários vão estar trabalhando”, diz.

De acordo com a assessoria, o TJ ainda estuda a possibilidade de penalizar os servidores que participaram da greve por meio de processos administrativos disciplinares. Todas as medidas determinadas pelo TJ valem para todo o Estado de São Paulo, onde a paralisação terminou anteontem.

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