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Campeonato Brasileiro: São Paulo nocauteia Paysandu: 7 a 0

Da Redação (com Agência Estado)
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Emerson Leão andava irritado com o time do São Paulo. Adepto ao futebol alegre, de toques rápidos e bastante objetividade, o técnico estava pasmo com o fraco desempenho ofensivo de seus atletas.

Pediu, ou melhor, exigiu que diante do Paysandu, um bombardeio de chutes fosse colocado em ação. Queria 20, contra cinco ou seis que vinha sendo obrigado a assistir. Viu 16 finalizações transformarem-se na maior goleada deste Brasileiro: 7 a 0.

Em apenas uma partida o São Paulo marcou mais do que nos outros seis jogos sob o comando de Leão, nos quais fizera cinco gols. Alé disso, depois de 20 dias a equipe reencontrou o caminho das vitórias. Desde os 2 a 0 sobre o Paraná, em 8 de setembro, ainda na estréia de Leão, o time não ganhava. Foram quatro empates e uma derrota.

Agora o time vem bastante motivado para o confronto com o Palmeiras, sábado, no qual tenta quebrar o tabu de ainda não ter levado a melhor em clássicos neste Brasileiro.

A decepção do jogo de ontem foi o público. Apenas 2.672 pagantes assistiram ao passeio tricolor. Com direito a pintura de gols de Grafite e Souza. E mesmo assim ainda ousaram vaiar o time.

Claro, depois do tropeço inesperado diante do Grêmio, derrota por 2 a 1 no fim de semana, qualquer erro era motivo para cobranças. Pior para o volante Renan, que nada tinha a ver com isso, afinal nem jogou contra os gaúchos.

O substituto de Alê, suspenso, quis mostrar ao treinador ter condições de ganhar uma vaga. Foi ao ataque e, aos sete minutos, deu o primeiro chute. Longe. No minuto seguinte, lá estava o volante de novo. Desta vez, pegou mal na bola, recuando para o goleiro Paulo Musse. "Uhhhh, teve de ouvir."

Na seqüência Cicinho também falhou na finalização. Um começo de afobação. Um fim brilhante, com direito a gols de placa, gritos de olé e aplausos para Grafite, que já foi perseguido e até ontem era bastante contestado. Mantendo o apresentado diante dos fracos paraenses, ganhará o tão buscado reconhecimento.

A festa começou com o lateral artilheiro Cicinho, aos 30 minutos. Na área, girou rápido e abriu a porteira. E onde passa um boi... Grafite serviu Nildo aos 34: 2 a 0.

O primeiro tempo foi todo tricolor e Rogério não passou de telespectador. “O importante é contribuir”, limitou-se a dizer Grafite, no intervalo. Talvez ainda cabreiro com a falta de gols dos atacantes. Mas sua noite estava longe de acabar. E teria final feliz.

Guerreiro, pegou bola sozinho, livrou-se de um marcador na velocidade, deu meia-lua no outro e encobriu o goleiro: 3 a 0 com direito a palmas até de Leão. Cicinho e Grafite voltaram a marcar. Souza, no primeiro lance, driblou o zagueiro e acertou o ângulo. E Jean também deixou o seu. Quando um espetáculo é bom, acaba com palmas. Foi o que aconteceu no Morumbi.

São Paulo: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Rodrigo; Cicinho, Renan, César Sampaio, Danilo (Souza) e Júnior; Nildo (Jean) e Grafite.

Paysandu: Paulo Musse; Júlio Santos (Jairo), Dênis e Alex Pinho; Maurinho, Bebeto Campos, Alexandre Pinho, Sandro (Balão) e Alonso; Leonardo e Vinícius (Adrianinho). Árbitro: Elvécio Zequetto.

Demais jogos

Outros três jogos foram dispúutados ontem à noite pelo Campeonato Brasileiro, no mais movimentado deles, em Belo Horizonte, Cruzeiro e Figueirense empataram em 3 a 3. Sandro, Marcelo Batatais e Marco Aurélio marcaram para o time da casa, enquanto Galeano, Romualdo e Marlon anotaram para os catarinenses.

No Rio, Fluminense e Atlético-MG também foram iguais e ficaram no 1 a 1. Rafael Lopes abriu o placar para os mineiros e Ramon igualou para os cariocas. Apesar do resultado considerado ruim, o Tricolor ainda é o melhor time do Rio neste Brasileirão.

Em Curitiba, o Coritiba derrotou o Grêmio por 2 a 1 e complicou ainda mais a vida dos gaúchos, seriamente ameaçados pelo rebaixamento. Adriano e Alemão marcaram para o Coxa. Cláudio Pitbull descontou.

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