Tribuna do Leitor

Idosos. Mais mulheres, menos homens. Por quê?


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A mulher tem uma habilidade superior à dos homens em estabelecer relações sociais capazes de ajudá-la a controlar as adversidades da vida, e essa característica das mulheres exerce considerável peso na maior duração média de vida feminina em relação à masculina.

Os homens tendem mais a isolar-se à medida que envelhecem e se aposentam. Já as mulheres são mais dispostas a cultivar velhas amizades e a procurar novas, superando mais facilmente os eventos negativos da vida.

O homem que fica viúvo e não volta a casar-se, fica mais propenso a doenças e com maior risco de morrer nos próximos 2 anos. Já a mulher quando enviúva, por maior que seja seu pesar pela morte do marido, sua expectativa de vida não diminui em relação às outras mulheres casadas e com sua idade.

Segundo Betty Friedan, em seu livro “A fonte da idade”, os homens são mais refratários do que as mulheres no intercâmbio social, pela ânsia de competição, criam barreiras para ampliação do leque de amizades masculinas, impedindo, ao mesmo tempo, o aprofundamento de amizades já conquistadas.

Outro fator é o próprio processo de educação do homem. Os adolescentes homens, muito mais cedo que as garotas, são forçados a serem independentes das mães, o que reflete numa maior incapacidade de afeição e intimidade que o homem revela nos seus anos mais maduros.

Partindo dessa teoria, Friedan sugere aos homens que querem viver mais deixar de lado certos “mitos masculinos” e assumir mais o seu “lado feminino”. Só assim terão mais saúde e mais longevidade.

Maria Helena Pinho de Assis - RG 3.009.022-2

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