Em cartaz pelo sétimo ano, a peça “Uma Empregada Quase Perfeita”, de Ronaldo Ciambroni, estréia hoje em Bauru com uma sessão às 21h, no Teatro Municipal “Celina Lourdes Alves Neves”. Amanhã, a apresentação se repete no mesmo horário.
Com um elenco formado por Hilton Have, Carlos Denoni e Simone Giampa, dirigido por Míriam Lins, o espetáculo de 1h30 de duração é a comédia que narra os problemas que a contratação de uma doméstica causa na vida de um casal. Enviada por uma agência, ela, na verdade um travesti, já namorou seu novo patrão. E a confusão está formada.
Segundo Denoni, que também produz o espetáculo, os risos são garantidos. O ator concedeu uma entrevista sobre a peça ao JC ontem. A seguir, os principais trechos.
Jornal da Cidade - O espetáculo está em cartaz há sete anos e percorreu várias cidades. Porque demorou tanto para vir para Bauru?
Carlos Denoni - Teatro é um pouco complicado em Bauru. Eu vim com outros espetáculos, como “Um Espírito Baixou em Mim”, “O Amor Venceu” e “Batman” e me apresentei na Luso. Com “Marido Traído, Amante Enganado” estive no BTC. Vai ser a primeira vez que me apresento no Municipal, achei o espaço maravilhoso.
JC - Várias atrizes já se revezaram no papel feminino, como a Gigi Monteiro, Cíntia Begnini e Patrícia de Sabrit. Até que ponto isso atrapalha?
Denoni - É complicado. Eu e o Hilton fazemos a peça a quase oito anos, sabemos o texto de trás para frente. Cada atriz que vai fazer a peça, querendo ou não, faz de uma maneira diferente, então sempre muda um pouco o espetáculo e atrapalha o ritmo que a gente está. Por outro lado, ter uma atriz mais famosa, como já tivemos, traz um retorno de mídia e patrocínio.
JC - O fato de estar tanto tempo em cartaz muda o espetáculo? Ele é diferente do que vocês começaram a encenar em 1997?
Denoni - Claro, ele está atualizado em relação ao que era antes. O espetáculo muda a cada dia, quem assistir hoje vai ver uma apresentação diferente de amanhã. É a mesma peça mas com algumas situações diferentes, até que envolvem a cidade. Quando eu chego eu faço uma pesquisa sobre a cidade e coloco no contexto na peça. Em termos gerais, o que está acontecendo no Brasil e no mundo, a gente vai encaixando na peça, então fica sempre atual. Isso é legal porque o público se identifica. Também há uma interatividade com a platéia.
JC - A peça é uma comédia rasgada?
Denoni - Desde a primeira cena. Quando entra a empregada, o público já não pára mais de rir. O Hilton Have, que faz o papel, tem 48 anos de carreira, mais de 100 peças no currículo, entre elas 90 comédias. Ele fez “A Gaiola das Loucas” com o Jorge Dória, o público ia para ver o Dória e aplaudia ele. Fez “Sua Excelência, o Candidato” e deu um show, fez “Seda Pura e Alfinetadas”, com o Clodovil, e arrasou. Ele sabe o que faz em cena. Eu costumo dizer que ver um trabalho com o Hilton Have não é assistir teatro é ter uma aula de teatro.
• Serviço
“Uma Empregada Quase Perfeita”, hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Municipal. Ingressos podem ser comprados no teatro ou pela Internet no site www.meuingresso.com. Avenida Nações Unidas 8-9. Informações: (14) 3235-1072.