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Caçambeiros formalizam associação

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Com incentivo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), representantes de 11 empresas de Bauru que fazem transporte e deposição de entulhos criaram, ontem, uma associação. O objetivo da entidade, cujo estatuto deve ser registrado a partir da próxima semana, é orientar as empresas e, ao mesmo tempo, fiscalizá-las para que entulho e resíduos da construção civil somente sejam despejados em locais indicados pela Semma para não causar dano ao meio ambiente.

Atualmente, todo entulho deve ser despejado em um bolsão que fica no Núcleo Bauru 16 e é gerenciado pela Semma. O bolsão, um terreno com uma grande erosão, foi aberto esta semana para substituir o da Pousada da Esperança que vinha sendo usado desde 1995. Celestino Vicente Portela, dono de uma empresa de caçamba que participa da associação, acredita que através da entidade será mais fácil disciplinar a atividade.

Ele afirma que, atualmente, apesar de o bolsão de entulho existir há quase dez anos, nem todo entulho tem a destinação correta. “Já existem normas para isso, mas muitos não as respeitam e jogam o entulho em praças, terrenos baldios, locais não destinados a isso. Nós, os caçambeiros, estamos nos organizando para respeitar as leis, mas tem também os carroceiros, os caminhoneiros que transportam entulho e até particulares”, frisa.

Uma das primeiras propostas da associação é contratar um funcionário para fiscalizar o bolsão de entulho do Bauru 16, para que lixo orgânico não seja despejado no local. O dinheiro para pagar o funcionário, assim como cercar a área, viria de um fundo formado por contribuições mensais das empresas.

O diretor do Departamento de Ações de Recursos Ambientais da Semma, Carlos Barbieri, afirma que a associação é uma forma de regulamentar a atividade dos caçambeiros. A associação, conta, foi criada depois de mais de 40 reuniões feitas envolvendo empresas do setor e técnicos de órgãos públicos e de universidades.

“A partir de agora vamos trabalhar com as empresas de terraplanagem e de limpeza de terreno também para regulamentar a atividade”, comenta. Barbieri alerta que a Semma vai autuar as empresas de caçambas que não respeitarem as leis e depositar entulho e material da construção civil em locais não autorizados. A multa é de R$ 500,00.

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