Parabéns pelo editorial “Eleições da Maturidade”. Na realidade, há evolução na jovem democracia. Entretanto, um dos vícios abomináveis, arraigados e que maculam a democracia brasileira é a forma com que é lançado o candidato, em qualquer nível. Principalmente quando local - prefeito e vereador. Geralmente, é o “dono” do partido, o apadrinhado do “dono” ou alguém com popularidade, que chega a ser procurado pelo “partido” para somar votos. Isso é profundamente lamentável. Depois, sobra para o coitado do eleitor: escolher o menos pior para legislar ou dirigir a cidade. E aí as conseqüências são muito bem conhecidas, mas nem sempre lembradas. Ainda dizem que o povo não sabe escolher. Já saem atrelados. Todos escolhidos pelos “caciques”, das mais variadas formas, sem qualquer seleção, com poucas vivências, nível cultural, etc. etc. etc., requeridos para representar os eleitores.
Na escolha do candidato a candidato deveria também ser exigida a presença do eleitor. Eleições sucessivas, várias prévias, por bairros, setores da cidade, até se definir o candidato que, a essa altura, já estaria inteirado de todos os problemas do município e reconhecido, pelo eleitor, como pessoa responsável e competente. No mínimo, ter cursos ministrados por universidade para o cargo que deseja, vereador ou prefeito, onde se especializaria sobre administração municipal, impostos, problemas, conflitos, legislação, projetos, relação entre os poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário -, ética, seriedade, corrupção, mal uso do dinheiro público etc. Também seria avaliado se tem potencial para razoável desempenho, se eventualmente eleito. É o que espero. Hoje exercitarei mais uma vez minha profunda esperança, como sempre fiz, na escolha de dirigentes municipais. Que os escolhidos pela maioria, vereadores e prefeito, possam mostrar trabalho que dignifique a nossa cidade, a querida Bauru.
Luiz Buccalon Netto