Tribuna do Leitor

Falta de água na parte alta da Vila Cardia


| Tempo de leitura: 3 min

Como morador há mais de trinta anos na Vila Cardia, na parte alta (que compreende o perímetro entre as ruas Ezequiel Ramos e av. Rodrigues Alves, a rua Monteiro Lobato e a rua Almeida Brandão), sei da dificuldade que existe para a água chegar aqui: a rede que serve o bairro vem do reservatório da rua Padre João, passa por toda a cidade e segue então para a Vila Cardia pela rua Ezequiel Ramos, terminando seu curso na rua Aureliano Cardia. Como se vê, a Vila Cardia está localizada praticamente no final da rede. Assim, quando a água chega, logo na rua Monteiro Lobato já começa a apresentar dificuldade para subir. Para contribuir, a rede encontra uma elevação na quadra 15 da rua Ezequiel Ramos, o que diminui ainda mais a sua força. Como conseqüência, acaba não tendo pressão para abastecer a parte alta do bairro. Ciente desse problema, o então presidente do DAE, professor Arlindo Figueiredo, a fim de atender aos moradores daquela área, desligou a parte alta da Vila Cardia da rede da rua Ezequiel Ramos, na confluência desta rua com as outras ruas, e ligou a parte alta da Vila Cardia à rede do Higienópolis, o que veio a sanar um velho problema. No entanto, na administração Izzo Filho, o então presidente do DAE decidiu instalar um registro na altura da rua Rio Grande do Norte, desligando a água de metade da parte alta da Vila Cardia, procedimento que veio a acarretar uma constante e incômoda falta de água para os moradores da rua Rio Grande do Norte para baixo. No último final de semana, por exemplo, de sexta para sábado e de sábado para domingo os moradores dessas ruas ficaram sem água, sendo que, ao mesmo, na rua Capitão Eduardo Coutinho, da quadra 5 para cima, os moradores tiveram água em abundância o dia todo. Não parece justo que nós, moradores da rua Rio Grande do Norte e quadras mais abaixo da rua Capitão Eduardo Coutinho, que pagamos religiosamente nossas contas de água, inclusive muitos já tendo o débito automático, sejamos obrigados a pedir um balde de água no quarteirão de cima ou mesmo chamar o caminhão tanque para abastecer nossas caixas d’água.

Diante dessa situação, ligamos para o 0800-7710-195 e falamos com o sr. Francisco; explicamos também a ele os problemas, sem qualquer solução. O sr. Francisco nos pôs em contato com o setor de distribuição, e também não tivemos nenhuma solução. No passado tivemos os mesmos problemas; mas aí, por meio de uma medida de emergência, ligaram a Vila Cardia ao reservatório do Poço do Vista Alegre, na altura da Vila Inglesa.

Para finalizar, gostaríamos de sugerir que, como medida a curto prazo, para abastecer a parte alta da Vila Cardia, o registro fique no cruzamento da rua Ezequiel Ramos com a rua Capitão Eduardo Coutinho, e não, como está no momento, no cruzamento da rua Capitão Eduardo Coutinho com a rua Rio Grande do Norte, bem no meio da subida que leva à parte alta da Vila Cardia. Como já dito, pagamos nossos tributos em dia, e temos o direito de sermos atendidos sem discriminação, o que não vem acontecendo. Atenciosamente.

Mauro Cordeiro Landolffi - RG 2.804.157

Comentários

Comentários