Impossibilitados de fazer propaganda eleitoral e boca-de-urna no dia da eleição, os candidatos da região usaram os cabos eleitorais como “outdoors” nas proximidades dos locais de votação. Na maioria das cidades, a eleição foi tranqüila. Em Pederneiras um assassinato movimentou o município, porém não estava relacionado ao pleito.
Usando camisetas com o número e o partido do candidato, os cabos eleitorais estiveram presentes em vários pontos das cidades de Botucatu, Lençóis Paulista, Agudos, Barra Bonita, Jaú e Pederneiras.
Parados em locais estratégicos, eles não abordavam os eleitores, em obediência à lei eleitoral. Apenas serviam de consulta na dúvida do número ou nome.
O trabalho de “outdoor” ambulante proporcionou um ganho financeiro para quem se propôs a passar o dia circulando ou parado numa esquina. O preço cobrado pelos cabos eleitorais variou de cidade para cidade, indo de R$ 30,00 a R$ 50,00 o dia.
Para uma dona de casa de Barra Bonita, que preferiu não se identificar, o serviço, além de ser uma oportunidade de sair de casa, pode significar um par de sapato novo. “Não ia fazer nada mesmo neste domingo chuvoso. Uma amiga me convidou e eu vim. Vou receber R$ 30,00.”
Na cidade de Jaú, o preço foi um pouco melhor, R$ 35,00 pelo dia. Em Pederneiras, passar o dia com a camiseta de um candidato chegou a valer R$ 50,00. O cabo eleitoral só revelou o valor sob a condição de não publicar nem o seu nome e nem o do seu candidato.
Ocorrências corriqueiras
Em Pederneiras, a eleição foi tranqüila. No período da manhã, um ônibus de transporte coletivo particular foi levado até a delegacia sob suspeita de ser usado para transporte de eleitores. O fato ainda será averiguado.
A mesma suspeita foi levantada em Barra Bonita contra um candidato a vereador que teve o nome preservado pela polícia. Segundo o delegado de plantão, Claudemir Ferracini, uma denúncia de suposto transporte de eleitor foi registrada para posterior verificação.
De acordo com ele, o fato aconteceu por volta das 9h40 no bairro Cohab, onde o veículo Voyage de propriedade do candidato ficou sob suspeita. “Instauramos um inquérito para posterior apuração.”
Em Botucatu, denúncias de boca-de-urna foram registradas e posteriormente serão apuradas pela polícia.
Em Agudos e Lençóis Paulista, a eleição também foi tranqüila.
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Chuva esfria ‘ânimos’
Uma chuva fina acompanhou o eleitor da região até as urnas nestas eleições municipais. A intensidade variou na região e serviu como uma espécie de “calmante” para os acalorados candidatos. A maioria da população foi às urnas e voltou para suas casas. Poucas pessoas se arriscaram a caminhar sob a chuva.
Até os tradicionais churrascos de domingo foram adiados, uma vez que a chuva pedia outra programação. Quem sabe um bom filme com pipoca...
Em Pederneiras, no período da manhã, a chuva castigou os eleitores que foram votar. A chuva estava de média para forte intensidade. Em Jaú, no mesmo período, o que se registrou foi mais uma garoa, tanto que não impediu os eleitores de irem cumprir o direito do voto.
As irmãs Zuleica Mofaldini Canhos e Nair Barbieri não se acanharam com a chuva. “Eu prefiro essa garoa do que o sol muito quente. Nós votamos desde 1945. O voto eletrônico é muito rápido. Ficamos com vontade de votar de novo”, confessaram.
Na cidade, a propaganda eleitoral espalhada nas proximidades das zonas eleitorais virou uma “paçoca” de papel e provocou escorregões nos menos precavidos.
Depois que parou de chover em Botucatu, o movimento aumentou nas zonas eleitorais. Aneslei Inácio, por exemplo, confessou que foi votar no período da tarde porque o dia estava propício para dormir. “Aproveitei para dormir um pouco mais”, confessou ela.