Geral

Bancários permanecem em greve

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

A greve dos bancários será mantida hoje em Bauru, seguindo deliberação de uma assembléia realizada na última sexta-feira no sindicato da categoria. A paralisação chega ao seu 21.º dia com uma adesão de 50%, segundo a entidade. O movimento sofreu um esvaziamento semana passada, quando todas as agências dos bancos particulares retornaram ao trabalho. A Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB), porém, continuam de portas fechadas.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários Roberto Machini, a categoria vai, a partir de hoje, tentar resgatar a paralisação de trabalhadores das agências particulares que estão funcionando. “A paralisação caiu por causa dos interditos proibitórios (instrumento judicial que garante o direito de posse das agências) e da força policial. Vamos manter a CEF e o BB em greve”, garante.

Na semana passada, o Tribunal Superior do Trabalho (TRT) derrubou as ações de interditos proibitórios, fato que fortaleceu o movimento grevista nas cidades cariocas. Em São Paulo, o TRT mantêm os interditos. “Esse fator continua impedindo os piquetes”, ressalta Machini.

Os bancários reivindicam 25% de reposição salarial, garantia de emprego, contratação de mais funcionários para reduzir as filas nas agências, participação no lucro bruto dos bancos, entre outros itens.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste de 8,5% - a primeira proposta era de 6% - para todos os funcionários e mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1,5 mil, participação nos lucros e resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 705,00 e uma cesta-alimentação extra de R$ 217,00.

Hoje, às 17h, a categoria fará mais uma assembléia para decidir a continuidade do movimento.

Comentários

Comentários