Pederneiras - Edson Aparecido Gerônimo, 24 anos, foi morto com dois tiros nos primeiros 15 minutos de ontem em Pederneiras (26 quilômetros a leste de Bauru), durante confronto com um policial militar. Seu irmão, José Carlos Gerônimo, 27 anos, que estava com ele durante o fato, também foi baleado e encaminhado ao Hospital de Base (HB) de Bauru. Até o fechamento desta edição, ele permanecia internado em estado grave.
O homicídio aconteceu no cruzamento da avenida Francisco Murça Pires com a rua Cláudio Cavalieri, no bairro Maria Elena Pereira Bertolini.
Segundo a versão do policial, registrada em Boletim de Ocorrência (BO), durante sua folga, o PM José Wanderlei Rigonato, que trabalha em Pederneiras, passeava de carro com mais três amigos no local dos fatos, quando teria sido abordado por Edson e José Carlos, que andavam a pé pela via. Ainda de acordo com o boletim, Edson teria apontado uma arma em sua direção.
Para defender-se, Rigonato, teria efetutuado cinco disparos. Dois tiros acertaram Edson, que morreu na hora. Outros dois projéteis atingiram José Carlos. “Não se sabem os motivos dos disparos, mas, em princípio, a versão do policial e das testemunhas que estavam no carro é que ele teria se defendido”, declarou o major Pedro Batista Lamoso, sub-comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI).
Após os disparos, Rigonato teria pedido apoio a policiais que estavam em serviço. A equipe auxiliou no socorro das duas vítimas.
Segundo o BO, apesar de estarem a pé no momento dos tiros, foram encontradas, próximo ao local, duas motos Honda Titan de propriedade das vítimas. Rigonato e seus amigos estavam no Fusca placas BJD 9796.
Porte de arma
Por ser policial militar, Rigonato tem autorização para portar um revólver. Mesmo assim, será aberto inquérito policial para investigar as causas do homicídio. “No andamento dos trabalhos, pode ficar provado que houve uma tentativa de roubo, ameaça ou briga. É agora que as causas serão apuradas”, explica Lamoso.
Segundo o major, Edson e José Carlos possuem antecedentes criminais, sendo que o primeiro cumpriu pena por crime de roubo no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.