Regional

PM passará por avaliação psicológica

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Pederneiras - O policial militar José Wanderlei Rigonato, que matou Edson Aparecido Gerônimo e atirou contra José Carlos Gerônimo na madrugada de domingo em Pederneiras (26 quilômetros a leste de Bauru), foi afastado do serviço de patrulhamento de rua da Polícia Militar (PM) e deverá passar por uma avaliação psicológica nos próximos dias. A Polícia Civil também dá prosseguimento ao inquérito do caso e aguarda para tomar o testemunho de José Carlos, que continua internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Base.

Os dois irmãos foram baleados após suposta ameaça contra Rigonato e mais três amigos. De acordo com o coordenador operacional do 4º Batalhão de Policiamento Militar do Interior (BPMI), major José Humberto Nardo, o policial foi transferido para um setor administrativo da corporação. A mudança é promovida para que ele não tenha contato com ocorrências de alto risco ou situações de tensão, até que seja submetido a uma avaliação psicológica, que deverá verificar se ele tem condições de permanecer em sua função de policial.

Segundo o delegado titular de Pederneiras, Márcio José Alves, a equipe que cuida do caso já iniciou os trabalhos para o inquérito do caso, mas vai aguardar a recuperação de José Carlos Gerônimo para ouvir sua versão dos fatos. Todas as outras partes na ocorrência já foram identificadas e ouvidas e as armas, apreendidas. Até o final da tarde de ontem, o rapaz continuava internado em estado regular.

O delegado confirma também que Rigonato não foi detido e nem foi efetuado o flagrante da ocorrência. “Os fatos não indicaram ação dolosa (com intenção de matar), mas o caso vai ser melhor apurado”, diz Alves.

O homicídio ocorreu na avenida Francisco Murça Pires, no bairro Maria Elena Pereira Bertolini, por volta de 0h15 de domingo. Segundo a versão do policial, registrada em boletim de ocorrência (BO), ele passeava de carro com três amigos pelo local quando teria sido abordado pelos irmãos. Os dois teriam feito sinal para o veículo parar e Edson teria apontado um revólver calibre 38, apreendido pela polícia, para os ocupantes do Fusca, com placas de Mineiros do Tietê.

Para defender-se, Rigonato teria sacado seu revólver calibre 38 e efetuado cinco disparos. Dois tiros acertaram Edson, que morreu no local, e outros dois atingiram José Carlos, que foi encaminhado para o pronto-socorro de Pederneiras e posteriormente transferido para o HB. A polícia continua a investigar os motivos do crime e se havia alguma relação entre os ocupantes do Fusca e os dois irmãos, mas as informações ainda não foram divulgadas para não atrapalhar as investigações.

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