Final do Campeonato Nacional de Basquete Masculino de 2002. Panela de Pressão lotada. Em quadra, Tilibra-Copimax e Uniara fazem o quarto jogo do playoff decisivo. O jogo termina em 77 a 69 para os bauruenses que ficam com o título. A data é 14 de junho de 2002.
Dois anos, três meses e 24 dias depois da data histórica, bauruenes e araraquarenses se reencontram no mesmo palco. No entanto, desta vez, não buscam um título nacional, mas lutam para fugir das últimas colocações do campeonato estadual. É este o panorama da partida desta noite, entre Sukest Bauru e Uniara/Araraquara, às 20h, no ginásio do Noroeste.
O Sukest é o sexto colocado do Grupo B, com duas vitórias em seis jogos, campanha igual às de Pinheiros, Hebraica e Assis. No entanto, o time de Bauru leva vantagem sobre o Assis nos critóérias de desempate e perde para Pinheiros e Hebraica.
A Uniara também tem apenas duas vitórias, mas fez cinco jogos. Assim, quem perder hoje terá sua situação bastante complicada.
As duas equipes já estiveram em patamares bem acima do que vivem hoje. Os bauruenses já passaram momentos piores do que o atual. Depois da conquista do título nacional chegaram a estar ameaçados de extinção.
Em 2002, ainda estiveram no Paulista, já sem as estrelas do time campeão. No ano passado, não disputaram o estadual, por falta de patrocinador. Este ano, com apoio da Sukest retornam com um time formado às pressas e que ainda busca afirmação.
O potencial da equipe é bom, já que mescla a experiência de jogadores como o ala Farofa, o armador Raul e o pivô Rigoni, com atletas jovens como André, Amapá, Paulo Renato, Atílio e Marcel, todos recém saídos das categorias de base, mas já com uma pequena experiência profissional.
Por sua vez, a Uniara tem se mantido entre os principais times do País, com dois sextos lugares no Nacional de 2003 e 2004, além de um vice-campeonato estadual em 2002 e um quarto lugar no Paulista do ano passado.
Apesar das três derrotas sofridas no estadual, a Uniara tem um elenco forte e que, no papel, pode disputar o título, porém, em quadra, ainda não correspondeu. O elenco araraquarense possui nomes como os pivôs Pipoka, Luís Fernando e Tiagão; os alas De Jesus e Charles, além do armador norte-americano Courtney Eldridge.
Novidade
Para o jogo desta noite, o Sukest pode ter uma novidade, trata-se do ala Soró, que jogou no time campeão de 2002. O atleta estava atuando em Sorocaba e, caso sua documentação fique pronta a tempo, deve jogar.
O pivô Rigoni, recuperado de um princípio de hérnia de disco deve jogar mais uma vez, já que atuou em parte do jogo contra a Hebraica, anteontem. O jogador é uma das principais contratações do Sukest.
Por outro lado, o armador Raul sentiu uma distenção muscular no ombro e pode desfalcar a equipe. Segundo a assessoria de imprensa do Sukest, mesmo que Raul se recupere, o técnico Hudson Previdello deve começar o jogo com Amapá na armação.
O grande desfalque da Uniara é o pivô Pipoka, além dos alas Thulius e Dedé, todos contundidos.
O Campeonato Paulista de Basquete tem mais três jogos hoje, todos pelo Grupo B. Às 18h, na Capital a Hebraica tenta reabilitar-se em casa contra o favorito Mogi/Corinthians. Às 20h, no ABC, o líder São Bernardo recebe o Assis, enquanto o Casa Branca joga em seu ginásio contra o Pinheiros.
Ontem, pelo Grupo A, o Limeira derrotou o Paulistano, por 93 a 88. Já o XV de Piracicaba venceu o São Caetano por 78 a 77. Limeira lidera a chave, seguido de Paulistano e COC.