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Para Capes, maioria dos cursos de pós é regular

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A maioria dos cursos de pós-graduação oferecidos em Bauru ainda precisa reforçar a “lição de casa” para melhorar na avaliação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgada anteontem. Dos 11 cursos da cidade analisados pelo órgão ligado ao Ministério da Educação, cinco receberam nota 3, cuja avaliação é regular - a escala é de 0 a 7. Os programas que receberam nota entre 1 e 2 entraram na lista das instituições reprovadas.

Porém, como as integrantes da “lista negra” da Capes não ainda foram divulgadas, não sabe se alguma universidade de Bauru teve curso reprovado. Os nomes só serão conhecidos após o período de reavaliação do conceito, pedido que também pode ser feito por qualquer instituição descontente com a avaliação do curso oferecido.

As universidades têm 30 dias para enviar um recurso à Capes, que estabeleceu notas numa escala de 0 a 7. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, só recebe nota máxima o programa que necessariamente tem curso de doutorado. Em Bauru, dos 11 cursos disponíveis, oito titulam doutores.

Deles, a nota máxima obtida foi 5, conquistada por dois programas da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP). “Só recebem nota 6 e 7 centros internacionais de ensino e pesquisa. Cinco é uma avaliação muito boa”, diz o presidente da comissão de pós-graduação da FOB/USP, José Carlos Pereira, que também é coordenador do curso de dentística.

De acordo com ele, dois cursos da universidade receberam avaliação 3 porque o corpo docente foi enfraquecido devido às aposentadorias, que ocorreram numa velocidade superior à reposição. A mesma nota foi atribuída ao curso de odontologia da Universidade do Sagrado Coração (USC).

“São programas novos. Os professores fizeram uma revisão e estão pedindo reavaliação porque a Capes não levou em consideração alguns aspectos como as novas publicações”, explica a reitora da USC, Jacinta Turolo Garcia.

De acordo com ela, no ano passado o mesmo curso havia recebido nota 4. Essa mesma pontuação foi comemorada ontem pela Instituição Toledo de Ensino (ITE).

“A notícia é ótima. Dos programas de pós na área de direito sem doutorado (como é o caso da ITE), só oito receberam nota 4. Ninguém tirou além. Para quem só tem mestrado o limite é 5. Então 4 foi uma grande avaliação”, conclui a coordenadora do curso Maria Luiza Siqueira De Pretto.

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