O presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP) é a mais nova autoridade empenhada em buscar a reabertura das negociações entre bancários e banqueiros. Em audiência ontem em Brasília, ele se comprometeu em intermediar novo encontro.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que recusará a contraproposta de reajuste de 19% apresentada pela Executiva Nacional dos Bancários, dizendo que não aceitará proposta que aumente o custo. Os bancos aceitam pagar 8,5% e mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1,5 mil, 80% do salário e mais R$ 705,00 a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e um vale-alimentação extra de R$ 217,00.
Luiz Claudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, diz que a postura da Fenaban “apenas radicaliza” o movimento. De acordo com ele, a “radicalização” seria demonstrada com a paralisação das áreas de tecnologia e compensação. Marcolino afirma que o movimento grevista ainda teria força para isso. Ele insistiu que é fundamental a reabertura das negociações.
Diante do impasse, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região estuda a possibilidade de retomar a paralisação. “ Se o Interior e a Capital voltarem com a greve forte, nós voltaremos também”, diz o diretor Roberto Machini.