Regional

Jaú registra 1º caso de leishmaniose

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - A Secretaria Municipal de Saúde de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) confirmou, no início desta semana, o primeiro caso de leishmaniose visceral humana no município. A vítima é um menino de oito meses, que está internado no Hospital Estadual (HE) de Bauru.

O secretário municipal de Saúde, Antônio Marcos Rodrigues, não quis conceder ontem detalhes sobre o assunto. A prefeitura deve se posicionar oficialmente somente hoje pela manhã, em entrevista coletiva na sede da secretaria. Até o fechamento desta edição, a Diretoria Regional de Saúde (DIR-10) não havia sido notificada sobre o registro da doença no município, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão.

Segundo Rodrigues, a vítima, cujo nome está sendo preservado, passa bem. No Hospital Estadual, a reportagem não conseguiu informações sobre o estado de saúde da criança.

O menino estaria recebendo cuidados médicos há cerca de duas semanas. Desde que levantou-se a suspeita da doença, ele já teria passado pelo Hospital Amaral Carvalho (HAC) e a Santa Casa de Jaú.

De acordo com informações extra-oficiais, a criança seria moradora do bairro João Balan II. Entretanto, passaria boa parte do tempo na casa dos avós, localizada no Jardim Olímpia.

“Nesse caso, veio algum cachorro doente de outra cidade, porque nós não tínhamos (o registro) em Jaú”, destaca o secretário.

Para evitar que outros casos ocorram no município, Rodrigues adiantou que as ações de combate à doença serão intensificadas, especialmente no bairro responsável pelo primeiro registro. Ontem à tarde, o secretário esteve reunido com funcionários da Vigilância Epidemiológica e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) para discutir as estratégias de ação que serão adotadas, como o recolhimento e sacrifício dos animais suspeitos de estarem infectados pela doença.

A leishmaniose é transmitida a cães e humanos por meio da picada do mosquito palha infectado. O mosquito transmissor procria-se no lixo orgânico em decomposição, em quintais e terrenos baldios. A doença, que atinge preferencialmente o fígado, o baço, os gânglios e a medula óssea, provoca um processo infeccioso e anemia, podendo levar à morte. Em humanos, os sintomas da leishmaniose são febre prolongada, tosse seca e emagrecimento.

Nos cães, os sintomas são perda de peso, queda de pêlos, crescimento de unhas, feridas no focinho, orelhas e patas.

Rodrigues afirma que, até ontem, não haviam sido notificados outros casos suspeitos da doença em humanos no município.

Região

Conforme divulgou o JC, somente neste ano, Bauru registrou 17 casos de leishmaniose humana e três mortes em decorrência da doença.

Também na região, no município de Guarantã, uma criança de 8 anos morreu no início de 2004 após ser infectada. Em agosto, Botucatu teve o primeiro registro de leishmaniose visceral canina.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde não possuía ontem informações atualizadas sobre a ocorrência de leishmaniose em humanos na região. Segundo os dados da assessoria, em 2004, 16 casos foram registrados na área de abrangência da DIR-10. Entretanto, somente em Bauru, foram 17.

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