Tribuna do Leitor

Dia dos animais


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Michellangelo, no último dia 4, foi o dia dos animais e também posso lhe dizer que o dia 14/09/04 foi o dia mais triste da minha vida. Eu estive vestida de luto neste dia, meu grande amigo, mas posso lhe dizer que coloquei acessórios coloridos porque você fez coloridos todos os meus dias,e também os da minha família. Eu acho, Mic, que vive de luto e na escuridão a pessoa que te envenenou e te fez agonizar tanto até morrer sem poder ao menos se defender e despedir-se daqueles que tanto te amavam. Mic, “meu nenenzinho”, quem fez isso pode pensar: “Mas é só um cachorro!”

Mas você era meu Mic, meu fiel e leal amigo. Quem fez isso não sabe amar. Talvez nunca teve amor. E se tivesse um amigo como você, Michellangelo, jamais faria essa crueldade com alguém. Você, Michellangelo, nos proporcionou muita alegria. “Seus beijinhos e abraços”demonstravam a gratidão pelos seus donos que expressavam tanto amor por você, porque este sentimento era recíproco. Meu “pitbulzinho” querido, falam muito mal da sua raça, mas você era um cão especial. Talvez seja por isso que viveu tão pouco meu cãozinho, só um ano e três meses, mas este tempo foi o suficiente para que todos que te conheceram te elogiassem. Seus familiares te amavam como se fosse um “filho caçula”. Nossos amigos diziam: “Este Pit Bull é mais dócil que um poodle”. Seus adestradores diziam que você aprendia tudo com facilidade e que era muito inteligente.

Mic,obrigada por proporcionar tanta alegria com suas gracinhas e brincadeiras. Obrigada por nos fazer sorrir tanto. Com você aprendemos muitas coisas: sobre sua raça e é uma pena você não estar aqui para ouvir, porque eu já possui muitos cães desde a minha infância. Cachorros de várias raças, cores e portes diferentes. Um poodle gigante chegou a viver 17 anos, mais você foi o mais importante para mim, o mais dócil, o mais lindo.

É Mic, agora a nossa casa ficou triste. Não tem mais cachorro para me entregar o jornal. O seu melhor amigo, o meu poodle “Van Beethoven”, está sempre esperando você chegar. Ele até adoeceu esses dias, de saudade! Você iria se comover se pudesse vê-lo te esperando para tomar sol e se tivesse visto a última cena que vi de vocês dois juntos: o Beethoven trouxe sua bolinha azul que vocês costumavam brincar. Como você não reagia, ele resolveu lhe oferecer uma bolachinha, mas desta vez você não estava fingindo de morto... Você estava morto bem ali na nossa frente. Michellangelo, eu jamais esquecerei de você. Não lembrarei apenas quando ver sua foto na parede ou esta carta no Jornal da Cidade. Você vai sempre estar sorrindo no meu coração, assim como na foto da parede. Olha só o tamanho do sorriso. Ele gostava de viver. Era um cão forte e saudável, porém alguém se achou no direito de o envenenar e assim o matar, tirando de nós parte da alegria. Se você, leitor do JC, conhece alguém que envenena animais ou alguma vez pensou em fazer isso, tire esse idéia da cabeça. Adote um e verá como pode ser feliz como eu fui com o Mic.

Maria Madalena Francisca da Silva - RG: 10.872.977-1

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