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Juiz sentencia 5 por arrastão na Getúlio

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Cinco jovens de Bauru vão pagar muito caro por uma atitude inconseqüente em novembro do ano passado. Na época, eles se envolveram numa ocorrência que ficou conhecida por “arrastão na Getúlio Vargas”, quando dois roubos foram registrados na quadra 6 da via no mesmo horário. A conseqüência não poderia ser pior: ontem, três deles foram sentenciados a seis anos e cinco meses de prisão e outros dois a 14 anos e dois meses, todos em regime fechado.

Marcos Vinícius Cardoso, Alexandre Cavalcanti Teixeira, Robson Ferreira da Silva, Juliana Cristina Nogueira e Meiryllen Lopes Pinheiro, que na ocasião tinham entre 19 e 23 anos, já estão presos. As duas moças e Robson foram detidos no dia 16 de novembro do ano passado, data do arrastão. Os outros dois tiveram a prisão preventiva decretada poucos dias após a ocorrência.

Para o juiz Jaime Ferreira Menino, que assinou a sentença, os cinco foram responsáveis por um assalto ocorrido num posto de gasolina localizado na quadra 6 da avenida Getúlio Vargas, quando foi roubado um relógio avaliado em R$ 20,00, além de um cordão de ouro e as chaves de um automóvel avaliados em R$ 154,00.

As duas vítimas da ocorrência, Andressa Luiza dos Santos Batista e José Luis Sobrinho Saldana, foram agredidas a chutes e pontapés.

Pelo crime, os cinco pegariam quatro anos de reclusão, mas receberam pena de seis anos e cinco meses porque o magistrado entendeu que eles agiram em bando e utilizaram uma faca durante a ação. Já a condenação final de Robson Ferreira da Silva e Meiryllen Lopes Pinheiro chegou a 14 anos e dois meses porque a eles também foi atribuída a participação em outro delito, registrado na mesma noite, no cruzamento da avenida Duque de Caxias com a rua Gustavo Maciel.

Na ocasião, uma bolsa de grife, contendo um estojo de maquiagem e duas sombras, avaliados em R$ 400,00, foi roubada de Tais Jo Vieira de Rocha. O casal também foi considerado culpado por tentar levar a bolsa de outras duas vítimas, Tamara de Matos Dargham e Mileni Zamboni, que quase quebrou o pé.

A ocorrência custará mais tempo de liberdade para os dois condenados, caso a sentença não seja reformada pelo Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo.

Os advogados de defesa de três deles já acenaram com a intenção de recorrer ao Tribunal, que pode tanto confirmar a condenação como absolvê-los. A família de uma das vítimas foi procurada, mas preferiu não se manifestar.

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Conseqüências

Por causa da ocorrência de arrastão registrado no final do ano passado, comerciantes pediram à Polícia Militar que intensificasse do policiamento na via. Em resposta, a PM passou abordar grupos de adolescentes da avenida.

No entanto, a maior repercussão prática do caso foi a proibição do estacionamento de veículos entre as quadras 9 e 13 da avenida Getúlio Vargas às sextas e sábados das 23h às 3h e aos domingos, das 17h às 20h.

Na época, a medida implementada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) provocou receio dos comerciantes, que hoje elogiam a iniciativa adotada contra atos de vandalismo.

“Hoje está tudo uma maravilha. Acho que o julgamento (de ontem) serve de exemplo (para outras pessoas)”, alerta Jefferson Previero, proprietário de um estabelecimento instalado na avenida.

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