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Os malefícios das drogas


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Até há alguns anos o problema das drogas circunscrevia-se aos grupos étnicos de origens chinesa, africana e portoriquênha, em um resumido número de cidadãos. Agora, o fenômeno estende-se às Faculdades e até mesmo às áreas rurais e isto entre pessoas de todas as raças, em todo o mundo, pois tomar drogas proibidas tornou-se comum, não somente nas comunidades hippies, porquanto o quadro toxicômano passou a afetar toda a cultura, com a música degenerando em ritmos alucinantes, a moda em cores psicodélicas e a arte e a publicidade se revestindo dos trágicos tons de uma viagem de LSD. É como história amplamente o autor de um opúsculo que temos em mãos, intitulado “O que todo jovem precisa saber sobre as drogas”, acrescentando o caso dos Estados Unidos, onde a metade dos crimes está ligado, de algum modo, ao uso e comércio de narcóticos. Depois da jogatina ilegal, o negócio dos tóxicos é o mais lucrativo do submundo, com os lucros aumentando cada vez mais. Em uma cidade da Pennsylvânia o presidente da Associação de Pais e Mestres foi preso junto com o filho adolescente quando uma enorme quantidade de maconha foi descoberta em sua casa. Em outra localidade o filho do prefeito foi detido em flagrante vendendo narcóticos, com a polícia encontrando nos bolsos do jovem de quinze anos barbitúricos, “bolinhas”, heroínas e uma agulha hipodérmica. A heroína é um pozinho branco, aparentemente inofensivo, cujas vítimas afirmam ser quase impossível largar após as primeiras doses. E 90% dos viciados o são nessa droga, algumas vezes conhecida como “cavalo branco” ou “sucata”. Esse veneno, que vem da papoula da Ásia (como a morfina) dá aos que a consomem uma sensação de intenso prazer e superioridade quando o injetam na veia com uma agulha ou mesmo um alfinete. Logo após essa sensação a pessoa cai em estado de depressão. Uma injeção de heroína pode ser fatal, pois violência e morte súbita são companheiras constantes dos traficantes. Nos Estados Unidos, mais de 280.000 estudantes universitários consomem LSD, um composto químico sem cor nem sabor, mas tão poderoso que a quantidade equivalente a um comprimido de aspirina pode afetar a mente de 1.500 pessoas. Um homem que experimentou o LSD pensou que havia sido transformado numa laranja. Com receio de alguém fazer dele uma laranjada trancou-se em seu quarto. Certo estudante pensou que era uma planta verde. Uma mulher que experimentou a droga teve a sensação de que tinha sido transformada em uma mancha de graxa. Determinada jovem universitária pensou que desaparecera após ter ingerido a terceira dose, enquanto um adolescente teve a impressão de que os prédios estavam caindo sobre ele e um outro rapaz capotou com seu carro ao ver convergir sobre si dezenas de faróis. Um usuário do LSD afirmou que estava indo para a cama e saltou da janela do sexto andar e outro, pensando que podia voar, pulou de um despenhadeiro. Num verão americano, um jovem saltou de uma represa e outro o fez na frente de um trem em velocidade, enquanto outro maconheiro confundiu um automóvel com um morcego.

Eis algumas das muitas histórias que envolvem os jovens carentes de conhecimentos sobre os malefícios das drogas.

O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado é o jornalista responsável pelo JC

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