De acordo com Celso
Zonta, especialista em desenvolvimento
de comunidade,
as associações de moradores
surgiram no País
no final da década de
50. Foram as primeiras
formas de organização das
periferias.
“No primeiro momento,
não eram institucionalizadas.
Depois, os poderes locais
acabaram institucionalizando
as associações”, diz.
Segundo o especialista,
estes órgãos foram criados
a partir da necessidade de
conseguir benefícios para
os bairros desprivilegiados.
“O desenvolvimento
dos centros urbanos de maneira
não-planejada produziu
significativos problemas
de infra-estrutura. Os
loteamentos praticamente
expulsaram a população para
locais mais distantes,
sem que tenham aparelhos
comunitários, asfaltamento,
etc”, explica.
Zonta afirma que no
princípio as associações de
moradores tinham caráter
reivindicativo. Com o tempo,
perderam o poder de
pressão social e seus líderes
foram cooptados pelas
prefeituras.