Esportes

Brasil evolui no Mundial em Piscina Curta

Da Redação
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Indianápolis - O Brasil subiu para quarto no quadro geral de medalhas do Mundial em Piscina Curta de Indianápolis e está por apenas um pódio atrás da Suécia, terceira colocada na competição. Até o terceiro dia de finais (anteontem), apenas 16 países dos 97 inscritos subiram ao pódio. A contagem está sendo feita pelo total de medalhas e a coloração é o critério de desempate.

O salto brasileiro foi consolidado anteontem à noite, com as medalhas conquistadas por Thiago Pereira e Nicholas dos Santos. O primeiro, que conquistara prata no 4x100m livre e o bronze no 4x200m do mesmo estilo, completa a coleção com o ouro nos 200m medley, com tempo de 1m55s78, novo recorde sul-americano e muito próximo do recorde do Mundial em Piscina Curta (1m55s45).

“Sonhei com o ouro, mas não esperava fazer esse tempo. Em março de 2003, quando disputava os Jogos Sul-Americanos Juvenis, em João Pessoa, nunca pensei que em um ano e meio seria finalista olímpico e campeão mundial”, declarou Thiago, ao site oficial da Condeferação Brasileira de Deportos Aquáticos (CBDA).

Por sua vez, Nicholas dos Santos marcou 21s71 e empatou com o americano Nick Brunelli na medalha de bronze dos 50m livre. O inglês Mark Foster, de 34 anos, ganhou o ouro e o sueco Stefan Nystrand, a prata.

A prova dos 50m livre teve fortes competidores. O croata Duje Draganja foi prata nesta prova na Grécia. Também estava na piscina o norte-americano Jason Lezak, ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas no 4x100m medley e bronze no 4x100m livre.

“Como eu sei que 50m livre é uma prova em que tudo pode acontecer, preferi abrir mão dos 50m borboleta para estar descansado. Dentro d’água, eu olhava para o Meolans e achava que estava muito atrás. Rodei o braço!”, brincou Nicholas.

Ontem à noite (horário de Brasília), dez nadadores brasileiros, mais a equipe feminina de revezamento 4x100m livre disputariam finais. O Brasil nunca começou tão bem um ciclo olímpico, segundo avaliação do coordenador técnico da CBDA, Ricardo de Moura.

“Este Mundial trouxe oxigênio para a natação brasileira. Metade desta delegação não esteve nas Olimpíadas, o que significa que hoje temos diversidade de atletas e estilos. O País entrou em uma espiral positiva de resultados e renovação”, comentou o dirigente.

Phelps

O principal chamariz do Mundial, que termina hoje, era o norte-americano Michael Phelps, que ganhou oito medalhas na Grécia. Alegando uma contusão nas costas, ele abandonou o campeonato. Ele sentiu dores após as finais do primeiro dia, ficou fora dos 400m medley para fazer as devidas avaliações médicas.

“Você não pode prever o futuro. Na noite passada nadei a final dos 200m livre da melhor maneira que pude. Minha irmã foi uma nadadora de nível mundial e teve problemas nas costas que a tiraram do esporte, por isso, é preciso tomar muito cuidado”, declarou Phelps.

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