Cerca de 300 crianças e adolescentes de diversas cidades do País estão reunidas em Bauru para o 3.º Encontro de Educandos Rogacionistas. O objetivo, segundo os organizadores, é promover o intercâmbio sociocultural e a troca de experiências entre estudantes que freqüentam entidades rogacionistas em diferentes regiões do País.
De acordo com a assistente social da Casa do Garoto Rogacionista de Bauru, Elisabeth Aparecida Nardo Baio, o tema do encontro deste ano é “Santo Aníbal cidadão e o protagonismo juvenil”.
Ela explica que o padre Aníbal Di Francia - que dedicou sua vida às crianças pobres e por isso inspira as entidades rogacionistas - foi considerado santo pela igreja recentemente. “A trajetória de vida do padre Aníbal foi tema de uma das palestras realizadas hoje (ontem)”, comenta.
Segundo a diretora do Colégio Rogacionista “Padre Paulo Petruzzellis”, Rosa Maria de Souza, participam do encontro jovens entre 6 e 17 anos das cidades de Bauru, São Paulo, Criciúma (SP), Brasília (DF), Passos (MG) e Presidente Jânio Quadros (BA).
“Eles estão hospedados nas casas dos alunos do Colégio Rogacionista de Bauru. Durante o encontro, estão conhecendo as realidades uns dos outros. Cada ‘casa’ rogacionista trouxe um pouco da sua cultura regional”, salienta.
O 3.º Encontro de Educandos Rogacionistas começou anteontem, com um passeio por Bauru, seguido por uma missa e um coquetel com apresentações teatrais e musicais.
Ontem, os educandos participaram da palestra “Santo Aníbal Cidadão”, seguida de confraternização em uma chácara e um baile à noite. A programação continua hoje com as palestras “Protagonismo juvenil” e “Contextualização da realidade nos dias de hoje”.
“O encerramento será por volta das 17h, quando os meninos farão apresentações teatrais representando passagens da vida do Padre Aníbal Di Francia”, acrescenta.
O aluno Jurandir da Costa Silvério, 17 anos, de Bauru, afirma que o encontro está sendo muito lucrativo para ele. “Estou aprendendo coisas novas, fazendo amizades, conhecendo melhor a vida do padre Aníbal. Tudo isso é muito importante para o nosso desenvolvimento. Nessa época da vida, a gente tem muitas dúvidas e o encontro orienta a gente”, destaca.
“A gente traz coisas boas que têm na nossa cidade, aprende a conviver com os irmãos e aprende a não se aproximar das drogas”, reforça Diego Costa Viana, 14 anos, da Bahia.
“Acho importante porque a gente pode conhecer outras origens, pegar contato com outras pessoas, fazer amizades, aprender, passear. É muito legal”, completa Uiwyna Natália Caetano, 10 anos.