Tribuna do Leitor

Política e vida


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O voto direto é o exercício de cidadania mais claro e acessível ao povo, por isso não deve ser perdido ou vendido por qualquer outra coisa. Somente através dele é que podemos pensar num futuro mais justo.

Estive presente no último 3 de outubro exercendo pela segunda vez o meu direito ao pleito. Entretanto foi inevitável não perceber como falta ainda bom senso aos aspirantes a cargos políticos na cidade.

A chuva na véspera fez ficar evidente a absurda quantidade de lixo eleitoral jogado no chão. O papel molhado deixou as calçadas escorregadias, transformando numa aventura a ação do voto. Grandes escadarias deram o tom do desrespeito aos idosos e deficientes que porventura quisessem apenas escolher o seu candidato.

Mesmo o voto tendo sido modernizado com a informatização, a estrutura das eleições ainda pede mais atenção da Justiça Eleitoral. Um exemplo disso é a propaganda espalhada no dia da votação, a fim de buscar o eleitor indeciso ou até aquele descompromissado.

Enxergo como boca-de-urna esse tipo de atitude antiquada por parte dos potenciais representantes do povo. Está ao nosso alcance não elegê-los.

Tomando como critério não reeleger nenhum dos atuais vereadores, adotei a postura da renovação, essa, aliás, foi a tônica dos horários políticos. Infelizmente, a novidade não atingiu muitos adeptos.

A Câmara continua quase igual antes do início das eleições e talvez tenhamos de assistir a história de quatro anos passados ser revisitada. (Leandro Ferreira - RG 34976870-5)

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