Economia & Negócios

Bancários vão retomar greve amanhã

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Em assembléia realizada ontem no Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, com a participação de aproximadamente 90 pessoas, a categoria decidiu retomar amanhã o movimento grevista, suspenso oficialmente em Bauru desde o último dia 5. O principal motivo é pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a reabrir as negociações e apresentar uma contraproposta.

Ontem, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec) entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para os bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil (BB).

A categoria iniciou a paralisação nacional (no dia 15 de setembro) reivindicando 25% de reposição salarial, garantia de emprego, contratação de mais funcionários para reduzir as filas nas agências, participação no lucro bruto dos bancos, entre outros itens.

A primeira proposta oferecida pela Fenaban foi de 6%, sendo elevada depois para 8,5% de reajuste para todos e mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1,5 mil, participação nos lucros e resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 705,00 e uma cesta-alimentação extra de R$ 217,00.

Depois disso, instalou-se um impasse nas negociações, já que os bancários não aceitaram a contraproposta e a Fenaban passou a afirmar que não seria possível melhorar o que estava sendo oferecido. Para tentar reabrir as negociações, a categoria apresentou uma nova proposta no último dia 4: 19% mais pagamento de abono de R$ 1,5 mil para toda a categoria e o não-desconto dos dias parados. Mas a Fenaban também negou. Em várias capitais do País, a greve continua.

“Diante do impasse, o nosso retorno à greve tem como principal meta pressionar a Fenaban para voltar a discutir com a categoria. Tanto os banqueiros quanto o governo federal estão sendo truculentos em todo esse processo. Na quarta-feira, iremos para Brasília participar de uma manifestação”, diz o diretor do sindicato Marcos Silvestre.

Contudo, o sindicalista admite que o primeiro dia (amanhã) de retorno ao movimento deve ser fraco. “Não é possível saber como será a participação da categoria. Pode até ser que as agências não cheguem a fechar, mas certamente o atendimento à população na maioria dos bancos será prejudicado”, avalia Silvestre.

Comentários

Comentários