Tribuna do Leitor

Leitura que vem das urnas


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Voto, urna e eleições. Esta família inseparável e que constitui uma das colunas de sustentação da democracia proporcionou, no último dia 3, em Bauru, um fantástico show de civismo, ordem e maturidade do povo. Com a força de seu poder (o voto) e a sabedoria de julgamento de um magistrado honrado, o povo, soberano em sua decisão, fez valer sua vontade, escolhendo as futuras autoridades políticas da cidade (exceção a prefeito e vice-prefeito que serão decididos no 2.º turno). Esse primeiro veredicto permite extrair algumas leituras, que devidamente interpretadas e entendidas possibilitarão conhecer melhor o pensamento da população. O candidato oficial (do atual prefeito) ao cargo de prefeito, coronel Marsola, recebeu 1.867 votos (1% dos votos válidos) e dos vereadores, sete no total, que lhe davam sustentação na câmara, nenhum foi reeleito. Ou seja, o povo reprovou em 100% e de forma cristalina e inequívoca a administração municipal e seu grupo de políticos, cuja gestão está chegando melancolicamente ao fim. A renovação da Câmara de Vereadores em 40% de seus membros pode ser entendida de que há uma insatisfação com esse poder. Cabe aos legisladores recém-eleitos ver a forma errada de atuação do passado e começar vida nova a partir de 1 de janeiro de 2005. Osvaldo Paquito, vereador cassado que insistiu em ser candidato, talvez subestimando a consciência política da população de discernimento e ainda acreditando na possível memória curta, recebeu do povo, a nota de reprovação com 469 votos. Da reeleição de Rodrigo Agostinho, vereador que exerceu o mandato sem alarde, pouco aparecendo na mídia e que teve uma estrondosa votação histórica de 5.751 votos, pode-se extrair o entendimento de que sua bandeira em defesa do meio ambiente tem a aprovação da população e por essa razão deve ser devidamente considerada pela nova administração.

Passadas a euforia e a comemoração da vitória, os eleitos terão até o dia da posse tempo suficiente para refletir e entender bem o tamanho da responsabilidade de seus cargos, conscientizarem-se de sua relevante missão de representar, defender os interesses e legislar para o bem da população, além de fiscalizar o poder executivo. E também, e sobretudo, compreender a mensagem que o povo lhe está passando agora. Se conseguirem isso, poderão ser aprovados no próximo teste de 2008. Se não...

Eng. agronômo Christopher Davies - RG. 873141

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