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Natação: Brasileiros comemoram boa campanha

Da Redação
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Indianápolis - A natação brasileira sai de Indianápolis com uma equipe vitoriosa. Na sétima edição do Mundial em Piscina Curta, que terminou anteontem, o País conquistou cinco medalhas (uma de ouro, uma de prata e três de bronze), chegou a 20 finais e 11 semifinais. Além disso, a equipe bateu dez recordes brasileiros e sul-americanos.

Resultado considerado excelente não apenas pela equipe técnica nacional, mas também por treinadores das demais equipes que disputaram o Mundial e imprensa especializada. Desde 1997, quando Gustavo Borges ganhou o ouro nos 200m livre no Mundial de Gotemburgo, na Suécia, que o hino brasileiro não era tocado em um Mundial da Fina.

Os brasileiros terminaram a competição em quinto lugar no quadro geral de medalhas. Estados Unidos e Austrália tiveram suas bandeiras mais vezes no pódio. Os americanos ganharam 41 medalhas e os australianos, 28. Suécia e Grã-Bretanha vieram em seguida, com nove e seis conquistas, respectivamente.

O Brasil soma agora 19 medalhas, sete de ouro, seis de prata e seis de bronze na história dos Mundiais em Piscina Curta. Foi a melhor campanha do País desde 1995, no 2º Mundial em 25 metros, realizado no Rio de Janeiro, quando foram conquistadas três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

O grupo chega ao País nesta manhã. No Rio de Janeiro desembarcam Rafael Mósca, medalha de bronze no 4x200m livre, e o coordenador-técnico da CBDA, Ricardo de Moura. Em São Paulo desembarcam os demais nadadores da delegação, entre eles Thiago Pereira, que em seguida irá para Minas Gerais.

Último dia

No último dia de provas em Indianápolis, mais uma vez brilhou a estrela da nova sensação da natação brasileira, Thiago Pereira. O atleta de 18 anos conquistou sua quarta medalha com o bronze nos 100m medley. A prova foi vencida pelo esloveno Peter Mankoc e a prata foi para o alemão Thomas Ruprath.

Após a prova, Thiago se disse realizado. “Foi demais este Mundial. Nesta última prova senti o cansaço e morri um pouco no crawl, mas estou feliz com o resultado”, declarou.

A equipe de revezamento 4x100m medley masculino terminou em quarto lugar com recorde sul-americano, 3m33s02. O tempo anterior, 3m35s59, pertencia à equipe do Brasil que disputou o Mundial em Piscina Curta de Moscou, em 2002. Nesta prova, o time americano bateu o recorde mundial, com 3m25s09. Austrália e Rússia ficaram com prata e bronze com 3m29s72 e 3m32s11.

Eduardo Fischer e Flávia Delaroli chegaram em quarto lugar, respectivamente, nos 50m peito (27s38) e 50m livre (24s65). Ela supera o próprio recorde sul-americanos da prova, 24s68.

Fabíola Molina foi sexta colocada nos 50m peito também com nova marca do continente, 28s43. O tempo melhora em um centésimo o feito de Talita Ribeiro no Troféu José Finkel de setembro (28s44).

“A equipe brasileira está de parabéns, mesmo no final da temporada, esticando o polimento, todo mundo conseguiu se superar. Esta foi minha última prova este ano e queria muito nadar rápido. Acho que foi na base da motivação porque na verdade não estou bem fisicamente e por isso fiquei muito feliz com o resultado e o recorde. Faltou a medalhinha, mas não tem problema, quando ela vier pode ser até em uma colocação melhor”, disse Flávia Delaroli.

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