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Ensino exige mais


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Exatamente como acontece em quase todos os outros setores sociais, a alfabetização, em nosso País, objetiva beneficiar as classes dominantes, porquanto a formação de um indivíduo autônomo, com condições de pensar, criticar e mudar os rumos de nossa história, é algo fora dos programas da maioria das nossas casas de ensino. Dá-se mais importância a recrutar, entre os privilegiados, elementos que se especializem financiados por empresas e o capital estrangeiro para colaborarem na sustentação do regime vigente.

Às comunidades populares o que sobra é um aprendizado alienante e sem perspectiva de um bom emprego, afirmam os eruditos, segundo os quais o ensino no País pouco perde o elitismo e a deterioração porque as medidas paliativas das autoridades especializadas só terão resultados positivos com a mudança do modelo sócio-econômico. Conseqüentemente, considera-se que o estudante no Brasil é participante de uma longa e difícil corrida de barreiras, com o primeiro tropeção acontecendo na pré-escola.

Conforme estatísticas, apenas 2,5% dos alunos que adentram essa fase conseguem chegar ao 2.º grau. E acham os estudiosos que não se pode esperar que os estudantes de 1.º e 2.º graus das escolas públicas logrem bom nível de ensinamentos.

Infere-se, então, o quanto que o ensino no Brasil dificulta hoje a plena libertação social e econômica do homem, lembrando-se que em outros tempos a formação dos alunos tinha nível mais elevado, baseado em que se enfatizavam contatos permanentes com autores e obras importantes, o que pouco acontece hoje, atuando o estudante no mundo de trabalho com o mínimo de conhecimento técnico, o que constitui erro crasso porque não se pode desassorear o ensino de todos os outros problemas brasileiros, tendo-se, isso sim, de mudar a consciência nacional, situando-a numa realidade que transforme a nossa sociedade!!! É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado é o jornalista responsável do JC. “Não queiras viver sozinho num mundo que te afastará de ti mesmo e do destino que desconheces”.

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