O filatelista José Roberto Borgo encontrou um meio diferente para divulgar os quadros que ele pinta. Suas obras foram reproduzidas em selos postais, enviados para parentes e amigos via correspondência. Mas a criação de um selo personalizado não é uma exclusividade dele.
Em Bauru, mais de 140 pessoas já adotaram a mesma iniciativa desde fevereiro deste ano, quando a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) lançou o serviço no município. “Logo que lançou, eu aproveitei. Em março (assinou o termo de adesão). É um prazer personalizar um selo com um trabalho próprio. É um gesto de carinho”, diz.
Moradores de Lins, os pais de Borgo foram os primeiros a receber a “surpresa”, que pode ser utilizada tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. Nos dois casos, o preço da cartela de 12 selos é de R$ 21,00.
Porém, para que a correspondência seja franqueada, a imagem pessoal deve estar acompanhada por outra referente a um selo postal, que também pode ser escolhida pelo cliente.
No total, estão disponíveis atualmente sete modelos diferentes (como gatinhos, mata atlântica, guará) para acompanhar a vinheta pertencente ao usuário, que recebe a cartela personalizada em dez dias úteis, informa o chefe da seção de filatelia da gerência de vendas no varejo da ECT, Edair Marcelo.
“(O interessado) tem que encaminhar a imagem através de fotografia 3x4 ou proporcional até cinco vezes maior. O formato máximo é de 15x20. Ainda não recebemos imagem digital. Mas em breve vamos recebê-la, inclusive, pela Internet. No caso da fatografia conter imagem de pessoas, além do próprio cliente, é necessário que todas elas assinem o termo de solicitação do serviço”, explica Marcelo.
De acordo com ele, quando o interessado quiser reproduzir a imagem de uma pessoa falecida, desaparecida ou ausente do País, o termo deverá ser assinado, respectivamente, por um familiar que apresente a certidão de óbito ou um representante legal, mediante apresentação da procuração.
“No caso de empresa (que reproduza trabalho gráfico), ela tem de assinar garantindo ser a detentora daquela imagem. Caso julgue inaceitável, a ECT reserva-se no direito de não imprimir a imagem. Temos restrições com fotos ofensivas ou de conteúdo erótico e sexual, com bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de droga. O próprio Correio avalia (a fotografia) no ato da contratação”, alerta Marcelo.
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História
Os selos personalizados foram lançados pela ECT há um ano, no Rio de Janeiro. Mas antes de serem colocados no mercado, passaram por uma fase experimental em 2000, durante os festejos dos 500 anos do descobrimento do Brasil.
Porém, a história dos selos comemorativos (como os personalizados) tem mais de um século. O primeiro foi criado em 1900, também para homenagear o País, explica o chefe da seção de filatelia da gerência de vendas no varejo da ECT, Edair Marcelo.
De acordo com ele, até hoje foram criadas mais de duas mil imagens de selos para comercialização.
• Serviço
Outras informações através do telefone (14) 4009-3646, do site www.correios.com.br ou na agência central, que fica na Praça Dom Pedro 2, 4-55.