Com uma aparente perfuração à bala na região da cabeça, o corpo do desempregado Wellington Donizete Guilherme, 26 anos, foi encontrado ontem pela manhã enroscado às margens do córrego da Grama, na altura do Jardim Marise. A morte dele eleva para 51 o total de pessoas assassinadas neste ano em Bauru, de acordo com levantamento realizado pelo JC . Ao que tudo indica, a vítima localizada ontem com ferimento atrás da orelha direita e vestida com bermuda e camiseta foi morta na madrugada de terça para quarta-feira, informa o delegado do 1.º Distrito Policial (DP), Ronaldo Divino.
Ele não descarta a possibilidade de o corpo ter sido desovado no local, que não tinha vestígios de sangue. “Vamos aguardar o laudo pericial para saber exatamente a causa da morte. Ninguém (moradores próximos) ouviu nada (barulho de disparos, por exemplo). Ele morava sozinho num barraco na favela São Manoel”, explica Divino.
Confirma a informação um parente da vítima, cujo nome foi preservado. Ele desconhece eventuais inimizades de Wellington e não suspeita das razões que possam tê-lo levado à morte. No entanto, o rapaz tinha passagens pela polícia. “Já iniciamos as investigações objetivando encontrar o autor”, afirma Divino, que há um mês registrou outro homicídio no mesmo bairro.
Outro caso
Na ocasião, um adolescente de 16 anos foi encontrado morto num casa também localizada no Jardim Marise. De acordo com o delegado do 1.º DP, o menor foi morto por outro adolescente, que está foragido.
Além desse, existem outros assassinatos a esclarecer na mesma região. Ontem à tarde foi encaminhado à delegacia um boletim de ocorrência de comunicação de óbito do auxiliar administrativo Alex Oliveira da Silva, que permaneceu quase um mês hospitalizado após ser alvejado por três disparos de arma de fogo na noite do dia 11 do mês passado.
Na época, ele jogava bilhar num bar situado na quadra 2 da rua Zenzo Kikuti, no Jardim Ouro Verde, quando uma pessoa vestida de preto e encampuzada atirou na sua direção. Ferido à bala no rosto e no peito, ele foi socorrido por uma testemunha ao Pronto-Socorro Central (PSC), informa Divino.
Durante o percurso, a vítima teria comentado sobre um suspeito. Depois, foi hospitalizada e permaneceu na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) até sábado à tarde, quando morreu. “As investigações vão prosseguir até encontrarmos o autor”, afirma o delegado. A garantia dele deve trazer alívio à família de Alex, que preferiu não comentar a ocorrência.